- Pesquisadores do MIT desenvolveram um sistema de ultrassom que cria uma representação 3D em tempo real, visível via headset de realidade aumentada.
- A técnica combina ultrassom 3D com realidade aumentada para permitir que o usuário veja a estrutura interna do objeto com orientação espacial, facilitando a interpretação.
- O sistema AR-VIU foi testado com dezoito participantes (nove especialistas e nove novatos) e mostrou melhoria significativa na identificação e localização de objetos em ultrassom, especialmente para iniciantes.
- Em comparação com imagens 2D tradicionais e visuais 3D em tela, o AR-VIU reduziu a carga cognitiva e tornou as tarefas mais intuitivas, inclusive para marcar locais de biopso.
- O estudo, publicado em Nature Communications Engineering, usa uma sonda de ultrassom compacta, transmissão com cDAQ e o motor gráfico Unreal Engine para converter dados em visualizações 3D sem perda de informação.
Um grupo de pesquisadores do MIT desenvolveu um sistema de ultrassom que cria uma representação tridimensional em tempo real do objeto sendo examinado. A ideia é facilitar a interpretação, que hoje depende da montagem mental de imagens 2D em 3D.
O projeto une ultrassom tradicional com realidade aumentada. Com um headset de realidade virtual, o usuário vê uma reprodução digital 3D precisa da anatomia, sobreposta ao objeto real. Isso pode acelerar treinamentos e facilitar procedimentos clínicos.
O sistema AR-VIU usa um transdutor compacto que transmite dados com um esquema de aquisição de dados em chirp. A sonda gera imagens 3D com menos elementos, reduzindo consumo de energia e custo.
Os dados são comprimidos e transmitidos para o Unreal Engine, que converte os voxel em uma renderização 3D. O usuário enxerga o modelo dentro do espaço real, ganhando várias perspectivas ao mover a cabeça.
Avaliação inicial e resultados preliminares
O teste envolveu 18 participantes, sendo 9 especialistas em ultrassom e 9 novatos. Eles identificaram objetos em gelatina com e sem AR, comparando 2D, 3D e AR-VIU.
Em uma segunda tarefa, os participantes marcaram a localização de um “tissue phantom” para simular a posição de uma agulha em biópsias. Os resultados mostraram melhora significativa com AR-VIU.
Os novatos, ao usar AR-VIU, quase alcançaram o desempenho dos especialistas, algo que não ocorria com as tecnologias tradicionais. Os especialistas mantiveram vantagem apenas em alguns cenários.
Futuras etapas e aplicações
Os autores aguardam melhorias de resolução e mais testes de acurácia para o AR-VIU. A comparação com métodos existentes sugere potencial para treino mais rápido e procedimentos clínicos mais precisos.
As promessas incluem uso em hospitais para ajudar na localização de alvos via ultrassom, além de apoio no planejamento de biópsias e na visualização de movimentos cardíacos durante ecocardiografia.
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