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Projetos inovadores buscam formas de enfrentar o calor extremo

Projetos do MIT Climate Project testam resfriamento pessoal de baixo custo e sem gases de efeito estufa, visando reduzir consumo de energia e emissões

The outside of a building with numerous air conditioner compression units.
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  • O MIT Climate Project destinou em torno de 450 mil dólares para quatro projetos na iniciativa Critical Cooling, com financiamento inicial de seis meses para protótipos.
  • Kripa Varanasi desenvolveu um sistema de resfriamento pessoal vestível que consome cerca de 33 watts; custo estimado de produção de cerca de 20 dólares nos EUA, potencialmente abaixo de 1 dólar por peça com materiais locais na Índia.
  • Yet-Ming Chiang avaliou poços subterrâneos com materiais que absorvem calor para manter ambientes mais frios com menos energia do que bombas de calor por evaporação.
  • Asegun Henry pesquisou um cooling baseado em material sólido calorífico — borracha — com água como fluido de transferência de calor, buscando evitar hidrofluorocarbonetos e reduzir consumo de energia em residências e, eventualmente, em centros de dados.
  • Gang Chen propõe um refrigerante químico diferente, sem impacto climático, para substituir fluidos refrigerantes atuais, com foco em tornar o ar-condicionado mais eficiente e menos poluente.

O MIT está avaliando propostas de resfriamento extremo apoiadas por financiamento semente do Climate Project. O foco é reduzir impactos de calor intenso em comunidades vulneráveis, com soluções que vão de dispositivos pessoais a sistemas de resfriamento mais eficientes. No total, quatro projetos receberam cerca de 450 mil dólares.

O programa busca ampliar o acesso a tecnologias que não dependam de refrigeração tradicional, reduzam emissões de gases de efeito estufa e possam ser implantadas em países do Global South. A iniciativa envolve parcerias com instituições como o J-PAL e representantes de mercados emergentes.

Provas de conceito com foco humano

Em New Delhi, em junho de 2024, o calor extremo motivou a busca por soluções. O professor Kripa Varanasi, da MIT, lidera o desenvolvimento de um protótipo de resfriamento pessoal vestível, com consumo estimado de 33 watts. O objetivo é manter a temperatura corporal estável durante picos de calor.

Outra linha investiga uso de poços subterrâneos com materiais que absorvem calor para manter ambientes mais frios com menor consumo de energia do que bombas de calor tradicionais. O trabalho, do professor Yet-Ming Chiang, mira moradias pequenas e casas familiares na Índia e em outras regiões do Sul Global.

Abordagens para reduzir impactos climáticos

O professor Asegun Henry explora uma via alternativa à refrigeração convencional, evitando hidrofluorocarbonetos. A ideia é utilizar material sólido calorável, como borracha, para gerar resfriamento, com água como fluido de transferência de calor. O mercado-alvo inicial envolve residências unifamiliares e edifícios.

O professor Gang Chen investiga refrigerantes com baixo impacto ambiental, buscando substituir compostos atuais por um tipo químico diferente que não gere gases de efeito estufa. A meta é reduzir vazamentos e impactos ao fim da vida útil dos aparelhos.

Estrutura do investimento e próximos passos

Christoph Reinhart, da SDL, coordena o programa de sementes e enfatiza que a iniciativa prioriza soluções que resfriem pessoas, não apenas espaços. O grupo recebeu apoio da comunidade acadêmica e de parceiros internacionais, com etapas de seis meses para cada projeto.

Ainda em colaboração com o J-PAL, uma oficina reuniu representantes do World Bank, líderes de regiões do Global South e da indústria, para discutir aplicações práticas. A ideia é amadurecer protótipos e buscar novas fontes de financiamento.

Perspectivas de mercado e implementação

A disponibilidade de ar condicionado global é baixa, estimada em cerca de 8% da população, segundo Chen, e o setor já contribui com 3% a 4% das emissões mundiais. A demanda por soluções eficientes deve crescer conforme o calor se intensifica.

Após a construção de protótipos, os pesquisadores avaliam a viabilidade de escalonamento. Se bem-sucedidos, os dispositivos podem influenciar tecnologia de resfriamento em larga escala, incluindo aplicações para data centers.

Visão para o futuro

Varanasi descreve o conceito de vestir o resfriamento como importante para o acesso equitativo a noites mais tranquilas de sono. A ideia é que governos distribuam equipamentos, com ecossistemas locais de montagem, recarga e manutenção. A viabilidade econômica depende de custos de produção baixos e de modelos de negócio estáveis.

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