- A Chai Discovery, startup avaliada em US$ 1,3 bilhão, usa IA para descoberta de medicamentos e lançou o modelo Chai-3, que promete aumentar a taxa de sucesso e a potência de anticorpos.
- Em janeiro anunciou parceria com a Eli Lilly e, agora, fechou acordo exclusivo com a Pfizer para desenvolver terapias com IA.
- A empresa oferece gratuitamente o primeiro modelo de dobramento de proteínas, o Chai-1, e negocia com mais de quinze farmacêuticas.
- A Chai busca uma nova rodada de captação de US$ 400 milhões, o que pode valorizar a companhia em US$ 3,4 bilhões.
- O setor de IA na descoberta de medicamentos atrai investimentos altos, com bilhões de dólares mobilizados em 2025 e 2026, incluindo aportes relevantes de grandes players.
A Chai Discovery, startup estadounidense de descoberta de medicamentos via IA, mira para a prática clínica com uma promessa de acelerar processos que costumam levar mais de uma década. Em 2026, a empresa já vale cerca de US$ 1,3 bilhão e atraiu interesse de grandes farmacêuticas, com acordos em estágio inicial para desenvolver terapias com IA.
Fundada há cerca de 15 meses, a empresa lançou no ano passado um modelo capaz de projetar anticorpos, o que catapultou seu reconhecimento no setor. A parceria com a Eli Lilly, anunciada em janeiro, abriu caminho para o uso da tecnologia em várias terapias biológicas. A Pfizer também firmou acordo recente, elevando o patamar de parcerias estratégicas.
A estratégia da Chai difere de muitas concorrentes: oferecer acesso à sua tecnologia em vez de manter apenas um portfólio próprio. A startup já negocia com mais de 15 farmacêuticas, incluindo Lilly e Pfizer, e planeja ampliar acordos ainda neste ano. Ainda não foram divulgados os detalhes financeiros desses contratos.
Parcerias com Pfizer e Lilly
A colaboração com a Pfizer envolve o uso do modelo de IA para projetar anticorpos com maior probabilidade de sucesso em terapias-alvo. O Chai-3, a terceira geração de seu design de proteínas, promete dobrar a taxa de sucesso em comparação ao modelo anterior e aumentar a potência das ligações aos alvos terapêuticos. Em comunicado à imprensa, a empresa destacou que o Chai-3 pode permitir ligações 100 vezes mais fortes em alguns casos.
A Lilly já utiliza o portfólio da Chai para acelerar o desenvolvimento de terapias biológicas, segundo a visão compartilhada pela liderança. Analistas afirmam que a velocidade de comercialização da Chai superou expectativas anteriores, contribuindo para a avaliação de mercado da startup.
Rodada de captação e cenário de mercado
A empresa está em estágios iniciais de uma nova rodada de captação de US$ 400 milhões, que poderia valorizar a empresa em US$ 3,4 bilhões. Investidores já apoiaram a Chai com mais de US$ 225 milhões, incluindo OpenAI, General Catalyst e Oak HC/FT. O montante atual está direcionado a ampliar pesquisas e ampliar a base de clientes.
No cenário atual, o mercado de IA aplicada à descoberta de medicamentos tem mostrado crescimento expressivo. Em 2025, investidores destinaram mais de US$ 11 bilhões para esse setor, com continuidade de forte volume em 2026, alinhado ao interesse de laboratórios em reduzir tempos de desenvolvimento e custos de moléculas promissoras.
Considerações sobre o caminho da indústria
Especialistas indicam que, apesar da promessa, ainda há etapas regulatórias e de validação clínica pela frente. A Chai mantém a trajetória de disponibilizar modelos de demonstração gratuitos para clientes potenciais, reforçando a busca por parcerias técnicas antes de firmar acordos mais amplos. A empresa continua a afirmar que busca acelerar a descoberta de medicamentos com segurança e eficácia.
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