- A Copa do Mundo de 2026 recebe investimento total de US$ 365 milhões (R$ 1,825 bilhão) em segurança antidrone para os jogos realizados nos Estados Unidos, Canadá e México.
- Duzentos e cinquenta milhões de dólares virão da FEMA e cento e quinze milhões do DHS para tecnologias de proteção em estádios e locais de grande circulação de público.
- Fortem Technologies vai usar o DroneHunter com rede lançável para capturar drones desconhecidos que sobrevoem estádios como MetLife, em Nova Jersey, e AT&T Stadium, em Dallas.
- Ondas Holdings implementará o sistema Sentrycs em várias regiões dos EUA para monitorar ligações entre drones e controladores, podendo assumir o controle automático para conduzi-los a área de pouso designada.
- A experiência busca moldar futuras proteções a grandes eventos nos EUA, incluindo celebrações da independência e os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028, diante de drones de baixo custo usados em conflitos recentes.
A Copa do Mundo de 2026 será um teste de proteção antidrone nos EUA, com um investimento total de US$ 365 milhões (R$ 1,825 bilhão). Objetivo: manter estádios lotados seguros contra drones cada vez mais presentes na guerra moderna.
Empresas como Ondas Holdings e Fortem Technologies lideram a defesa tecnológica. Fortem estará monitorando os céus em estádios como MetLife, em Nova Jersey, e AT&T, em Dallas, com o DroneHunter para capturar aeronaves suspeitas.
A Ondas, avaliada em US$ 6,7 bilhões, planeja implantar o sistema Sentrycs em regiões com grande público. A tecnologia monitora passivamente a conexão entre o drone e o operador para detectar ameaças.
Os contratos somam apoio federal: US$ 250 milhões pela FEMA para 11 estados e US$ 115 milhões pelo DHS para tecnologia antidrone nos locais dos jogos. O montante visa reduzir riscos à aviação e a operações de segurança.
Dentre as facilidades, o DroneHunter da Fortem busca capturar drones sem dano, mediante rede, para posterior restituição às autoridades. Em caso de necessidade, o alvo é direcionado a pousos seguros.
O Sentrycs atua de modo passivo, cruzando sinais para identificar aeronaves hostis e, se necessário, assumir o controle do piloto automático para conduzi-las a áreas de pouso designadas.
A medida acompanha uma tendência de reforço regulatório. Em dezembro passado, leis permitem que autoridades treinem e neutralizem drones em grandes eventos, ampliando a atuação de forças locais.
Autoridades destacam que drones representam riscos à segurança de operações de emergência e à proteção de participantes. O DHS afirma tratar o tema como prioridade para eventos de grande porte.
Legisladores estudam novas ferramentas. O Draft Guard the Skies Act pode ampliar poderes da Guarda Nacional para responder a drones com capacidades avançadas, caso aprovado.
Embora a Copa não tenha registrado incidentes até o momento, executivos do setor ressaltam que a proteção de estádios é apenas parte de um esforço mais amplo a ser mantido nos próximos eventos, como os Jogos Olímpicos de 2028.
Entre na conversa da comunidade