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Artemis II transmite vídeos em alta definição da Lua para a Terra

Artemis II transmitiu vídeos em alta definição da Lua por laser até a Terra, abrindo caminho para internet de alta velocidade no espaço

Earth sets behind the moon as seen from the Artemis II Orion spacecraft.
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  • A Artemis II transmitiu vídeos em alta definição e fotos da Lua e da Terra, a mais de 250 mil milhas de distância, usando o sistema óptico de comunicações a bordo (O2O), desenvolvido pelo MIT Lincoln Laboratory em parceria com a NASA Goddard.
  • Durante a missão, o O2O captou quase meio terabyte de dados com velocidades de até 260 megabits por segundo.
  • As transmissões foram recebidas em terra por estações em White Sands, Novo México; Table Mountain, Califórnia; e, de forma experimental, no Mount Stromlo Observatory, na Austrália.
  • O sistema permitiu baixar todas as imagens de várias câmeras a bordo, mantendo os dados disponíveis para análise imediata e liberando espaço nos cartões de memória.
  • Os técnicos já analisam os dados para apoiar futuras missões à Lua e à exploração de espaço profundo, avaliando o potencial de gerar mais dados com melhorias no processo de downlink.

A missão Artemis II transmitiu pela primeira vez, em tempo real, vídeos em alta definição e fotos do trânsito da cápsula Orion ao redor da Lua. A tecnologia permitiu enviar imagens a partir de distâncias superiores a 250 mil milhas, com velocidades comparáveis às da internet doméstica. O sistema de comunicação óptica a bordo, chamado O2O, abriu a via entre a nave e a Terra.

O O2O foi desenvolvido pelo MIT Lincoln Laboratory em parceria com o NASA Goddard Space Flight Center. Ele funciona como o terminal óptico de uma ligação laser de alta velocidade entre a nave e estações terrestres de referência na Califórnia, Novo México e, experimentalmente, no Observatório Mount Stromlo, na Austrália. A rede resultante formou uma espinha dorsal de dados entre Orion e o Centro de Controle de Missão, em Houston.

Progresso e alcance técnico

Durante a missão Artemis II, entre 1º e 11 de abril, o O2O chegou a baixar quase metade de um terabyte de dados, com velocidades de até 260 megabits por segundo. Entre as imagens estavam áreas pouco exploradas da face oculta da Lua, um Earth em fase crescente atrás do satélite e um eclipse solar quase completo observado da Lua.

O sistema gravou e transmitiu dados de várias câmeras, permitindo a limpeza de cartões de memória da cápsula para novos registros. Técnicos asseguraram que dados críticos não ficassem presos na missão, agilizando análises após o retorno. O laser permitiu manter acessível o conteúdo para estudo imediato.

Operação, equipe e próximos passos

Antes do lançamento, equipes trabalharam em White Sands e no MCC para manutenção de hardware terrestre e simulação de etapas. Durante os 10 dias de missão, houve cobertura 24/7 por equipes da Lincoln Laboratory, em parceria com a NASA Goddard, para gerenciar o link óptico, monitorar o desempenho e otimizar o fluxo de dados.

O MAScOT, módulo de terminal óptico, ficou em evidência como base tecnológica do O2O, já utilizado em operações na Estação Espacial Internacional desde 2023. Pesquisadores indicam potencial de expansão do downlink de dados com melhorias de eficiência e redução de gargalos entre espaço e terra.

Futuro da exploração e uso da tecnologia

Engenheiros planejam avaliar como lasercom pode apoiar futuras missões lunares do programa Artemis e da iniciativa Ignition, que visa uma base permanente na Lua. A equipe aposta que o O2O, já demonstrado com sucesso, pode ampliar significativamente a quantidade de dados transferidos durante missões de exploração profunda do espaço.

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