- O Google lançou o Spark, um assistente de IA sempre ativo capaz de usar apps externos e, no futuro, operar seu computador, disponível no plano AI Ultra por US$ 99 por mês.
- O jornalista testou o Spark em tarefas simples, como vasculhar a caixa de entrada do Gmail e organizar documentos, gerando, por exemplo, um documento com links para cancelar newsletters.
- No planejamento de viagem, pediu para Hershey, PA, ficar entre sexta, 17 de julho, e domingo, 19 de julho de 2026; o Spark criou um itinerário detalhado, com opções de hotel, restaurantes, atividades e informações de estacionamento.
- O itinerário mencionou dados como nomes da família, preferências alimentares, idade das crianças e horários de soneca, além de indicar concertos já confirmados e até sugerir babá, usando informações de e-mails e dados de navegação.
- A tentativa de reservar uma hospedagem no Airbnb falhou porque o Spark foi impedido por políticas de segurança; isso gerou reflexões sobre privacidade e o quanto os dados pessoais podem tornar a experiência mais útil, porém invasiva.
O jornalista testou o Spark, o assistente de IA da Google, em uma tarefa de planejamento de viagem. O objetivo foi avaliar capacidades de integração com apps externos, leitura de e-mails e criação de um itinerário completo. A demonstração ocorreu durante uso antecipado do serviço.
O experimento envolveu planejar um fim de semana em Hershey, Pensilvânia, para um casal com dois filhos e um cão, entre 17 e 19 de julho de 2026. Spark gerou um roteiro detalhado com hospedagem, restaurantes, atividades e cronograma, com base nos dados disponíveis.
O conjunto de resultados incluiu sugestões de hotéis com informações sobre taxas para animais de estimação, atividades para pets, horários de soneca e até a programação de um show, com base em confirmações de ingressos recebidas por e-mail. O itinerário integrou nomes de familiares.
Alguns detalhes do itinerário mostraram dados pessoais que não foram fornecidos diretamente, como nome do cão e preferências alimentares da parceira, insinuando que Spark acessou informações vinculadas à conta Google. Também incluiu informações de estacionamento já adquiridas.
A ferramenta demonstrou funcionamento bem em tarefas simples, como varredura de Gmail para sugestões de cancelamento de assinaturas e busca de tarefas antigas no Google Docs, com criação de um documento organizado.
Por outro lado, a tentativa de reservar um serviço de aluguel de temporada via Airbnb não foi concluída. Spark abriu a página, pediu permissões de interação com sites, mas foi bloqueado pela política de autenticação da plataforma.
A experiência gerou dois extremos: desempenho impressionante na personalização e utilidade prática do itinerário; sensação de invasão devido ao acesso extensivo a dados pessoais. A experiência evidencia o grau de dados usados para personalizar serviços.
O relato ressalta o equilíbrio entre utilidade e privacidade na adoção de IA avançada. O Google já detém grande volume de informações por meio de contas associadas, o que facilita ações autônomas, mas levanta questões éticas sobre mined data.
A experiência também aponta as limitações atuais, como impedimentos de compra direta em plataformas externas. Ainda assim, o uso de Spark demonstrou potencial para operações que dependem de dados de usuários e integração com serviços Google.
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