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Novo sistema de propulsão torna satélites pequenos rápidos e eficientes

Propulsão dual modo em CubeSats usa ASCENT para alimentar propulsores químico e electrospray, abrindo caminho a manobras rápidas e ajustes precisos

Four flight unit electrospray thrusters, each comprised of a simple circuit board with a small cyllindrical tank, are bolted to a metal sheet
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  • Cientistas do MIT testam um sistema de propulsion que usa o propulsor verde ASCENT para alimentar tanto propulsores químicos quanto electrospray em satélites do tamanho de uma maleta.
  • A ideia é ter dois modos de propulsion em uma só plataforma, com mais flexibilidade para manobras rápidas ou ajustes precisos, conforme a missão.
  • Os testes mostram que o ASCENT consegue alimentar thrusters electrospray de alta eficiência, comparável ao desempenho de propulsores iônicos convencionais.
  • A equipe trabalha com a NASA na missão Green Propulsion Dual Mode, um CubeSat do tamanho de uma maleta com um propulsor químico e quatro thrusters electrospray, alimentados por um único tanque de propulsante; lançamento previsto para novembro.
  • Se confirmar o potencial, satélites menores poderão explorar além da órbita da Terra e realizar observações rápidas em Earth orbit, com maior flexibilidade de voo.

Um grupo de pesquisadores do MIT desenvolveu um sistema de propulsão híbrido capaz de alimentar tanto propulsores químicos quanto elétricos em satélites do tamanho de uma maleta. O objetivo é ampliar a velocidade de manobra e a eficiência de combustível em nanosatélites.

O estudo mostra que um propulsor líquido verde, originalmente criado para uso químico no espaço, também pode alimentar turbinas de electrospray, que operam com campos elétricos para enviar partículas ionizadas em direção ao espaço. O resultado é um conjunto compacto e dual.

Amelia Bruno, ex-pesquisadora do AeroAstro do MIT e autora principal, afirma que combinar propulsion química e elétrica em um único pacote oferece o melhor dos dois mundos e pode ampliar missões científicas com plataformas menores e mais baratas. Paulo Lozano, professor do MIT, colabora na pesquisa.

A equipe está em parceria com a NASA para a missão Green Propulsion Dual Mode, um CubeSat do tamanho de uma maleta que carregará um propulsor químico e quatro propulsores electrospray, todos alimentados por um único tanque de propulsante. A missão deve testar pela primeira vez esse sistema duplo em satélites pequenos.

Os experimentos utilizam ASCENT, um propulsante líquido iônico desenvolvido pela Força Aérea dos EUA, que substitui o hidrazina tradicional. Os componentes são acoplados a cubos de propulsante de formato semelhante a Lego, conectados a reboques de propulsão em um ambiente de vácuo simulado. Os testes envolvem acionar os thrusters em diferentes intensidades e medir empuxo ao longo de até 100 horas.

Resultados indicaram que ASCENT fornece empuxo confiável para os electrospray e, ao mesmo tempo, funciona de maneira equivalente aos líquidos iônicos comuns. Bruno ressalta que o propulsante pode viabilizar um tanque único para alimentar os dois tipos de propulsion, abrindo caminho para CubeSats mais versáteis.

Caso a missão seja bem-sucedida, a técnica poderá permitir que satélites pequenos realizem viagens interplanetárias lentas com propulsão eletrostática e, ao mesmo tempo, usem o empuxo químico para deslocamentos rápidos entre pontos de interesse. Lozano observa que a novidade também beneficia observações climáticas e meteorológicas em órbita próxima à Terra.

A pesquisa é apoiada parcialmente pela NASA e marca avanço na exploração com plataformas compactas, sem exigir múltiplos tanques de combustível. A missão Green Propulsion Dual Mode está programada para lançamento ainda neste ano.

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