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Gigantes de tecnologia emitem nota conjunta contra decretos de Lula

Big techs questionam decretos de Lula por insegurança jurídica, dizendo que regras de moderação são impostas antes do trânsito em julgado e podem restringir conteúdos

Decretos regulamentam decisões do STF sobre o Marco Civil da Internet e ampliam poderes da ANPD. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • As big techs divulgaram uma nota conjunta questionando decretos de Lula que visam regulamentar o Marco Civil da Internet, dizendo que o governo transformou trechos de decisões do STF em obrigações ainda sujeitas a recurso (transito em julgado).
  • A principal preocupação é a insegurança jurídica, pois os decretos parecem criar regras sobre moderação de conteúdo antes do Legislativo concluir o debate.
  • O documento alerta para o risco de retirada excessiva de conteúdos, com redes removendo posts para evitar multas de até 10% do faturamento, afetando a liberdade de expressão.
  • A carta é assinada pela Associação Latino-Americana de Internet, pela Câmara Brasileira da Economia Digital e pelo Conselho Digital do Brasil, representando Google, Meta, TikTok e X.
  • As entidades defendem um debate mais amplo com a sociedade e cooperação técnica para políticas públicas claras e proporcionais, esperando esclarecimentos do STF antes de decretos virarem comandos oficiais.

As big techs lançaram uma nota conjunta questionando decretos do presidente Lula que tratam de regulamentar o Marco Civil da Internet. A manifestação foi divulgada por entidades representativas do setor, em Brasília, recentemente. O objetivo é apontar riscos jurídicos e de governança ligados aos atos do Executivo.

Segundo as empresas, os decretos contestados transformaram trechos de decisões do STF em obrigações, mesmo antes de haver trânsito em julgado. A crítica central é a inversão da lógica típica de criação legislativa, com regras de moderação de conteúdo já no estágio de decretos.

O grupo teme insegurança jurídica para plataformas no Brasil. Alega que o Congresso costuma legislar e o Executivo detalha as leis, mas os decretos em questão avançam sem conclusão do debate parlamentar. A consequência apontada é a possibilidade de medidas rápidas demais que impactam conteúdo online.

Assinaturas e representatividade

A carta é assinada pela Associação Latino-Americana de Internet (ALAI), pela Câmara Brasileira da Economia Digital e pelo Conselho Digital do Brasil. Entre as entidades representadas estão Google, Meta (dona de Facebook e Instagram), TikTok e X (antigo Twitter).

Proposta de abordagem

As signatárias defendem um debate público mais amplo e técnico, com o objetivo de tornar políticas públicas claras e proporcionais. Querem que o STF leve em conta esse cenário antes de consolidar decisões que virariam comandos governamentais.

Conteúdo produzido pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem na íntegra.

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