- A JCB prepara o Hydromax, streamliner de 9,75 metros movido por motores a hidrogênio, para tentar um novo recorde de velocidade em terra na Bonneville SpeedWeek, em Utah.
- O veículo tem dois motores a hidrogênio que somam mil seiscentos cavalos de potência, é mais leve e rápido que o Dieselmax, e foi desenvolvido em parceria com Prodrive e Ricardo; haverá testes no Reino Unido antes de Utah.
- Andy Green, ex-piloto da Royal Air Force, voltará ao volante; ele já fez o recorde de diesel em 2006 com o Dieselmax a 563,48 km/h.
- O objetivo não é apenas velocidade: a JCB busca demonstrar a viabilidade dos motores a hidrogênio como alternativa ao diesel na construção, agricultura e indústria pesada; em 2024 a empresa começou a colocar máquinas movidas a hidrogênio na produção.
- A iniciativa ocorre antes da abertura de uma nova fábrica da JCB em San Antonio, Texas, de 500 milhões de dólares, que deve empregar cerca de 1.500 pessoas e ampliar a produção para o mercado norte‑americano.
Duas décadas após estabelecer o recorde de velocidade em terra para veículos a diesel, a britânica JCB retorna às Bonneville Salt Flats, em Utah. Desta vez, o foco é o hidrogênio. O objetivo é mostrar a viabilidade da combustão interna movida a hidrogênio em setores pesados.
O Hydromax, um streamliner de 9,75 metros, não usa baterias. Opera com dois motores a hidrogênio desenvolvidos pela própria JCB, somando 1.600 cavalos de potência. O projeto teve investimento de 135 milhões de dólares ao longo de cinco anos.
A iniciativa envolve a parceria com Prodrive e Ricardo, empresas britânicas de engenharia. A expectativa é superar o antecessor movido a diesel, o Dieselmax, que chegou a 563,48 km/h em 2006.
No cargo, o ex-piloto da Royal Air Force Andy Green assume novamente o volante. Ele busca estabelecer um novo recorde de velocidade em terra para veículos movidos a hidrogênio na SpeedWeek de Bonneville.
Avanços e contexto
A JCB quer provar que motores a hidrogênio podem oferecer caminho prático para construção e agricultura, onde operações ocorrem em locais remotos e com necessidade de reabastecimento rápido. A empresa já lançou máquinas movidas a hidrogênio.
Este ano, máquinas JCB movidas a hidrogênio começaram a sair das linhas de produção, marcando um marco para a estratégia da companhia no uso do hidrogênio. O Hydromax serve para ampliar a mensagem global da empresa.
Perspectivas e negócios
O projeto coincide com a abertura de uma fábrica nos EUA, em San Antonio, Texas. O complexo terá cerca de 93 mil m² e empregará 1.500 trabalhadores, com produção voltada ao mercado norte-americano.
A aposta da JCB ocorre em meio ao debate sobre descarbonização de setores pesados. Reguladores e fabricantes estudam caminhos além da eletrificação pura, incluindo a combustão a hidrogênio para máquinas de grande porte.
A JCB permanece aberta a buscar recordes mundiais reconhecidos pela FIA após o SpeedWeek. O objetivo é transformar a tecnologia em evidência prática para setores com necessidades específicas de operação contínua.
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