- No Red Hat Summit 2026 em Atlanta, Matt Hicks disse que o sucesso na era da IA vem de uma base aberta e convergente, não da velocidade.
- Segundo o CEO, as empresas enfrentam o dilema entre manter sistemas legados e buscar ROI imediato com IA, marcando o terceiro grande ponto de inflexão da TI, após Linux e o modelo cloud native.
- Hicks coloca a IA como o novo marco da computação, em linha com as mudanças históricas que levaram ao Linux, aos contêineres e ao Kubernetes.
- A Red Hat relatou a evolução de chatbots para sistemas de agentes de IA que navegam conhecimento para entregar respostas úteis; hoje, 85% das chamadas de seu sistema de agentes de pesquisa usam modelos abertos na infraestrutura da empresa.
- A mensagem final é de que a resposta não está em um único fornecedor ou nuvem, e sim em uma plataforma com ecossistema aberto que sustenta inovação.
Durante a abertura do Red Hat Summit 2026, em Atlanta, Matt Hicks, presidente e CEO da Red Hat, destacou o desafio de extrair valor da inteligência artificial nas empresas. A pressão entre manter sistemas legados críticos e buscar ROI com IA é central para as decisões de TI.
Hicks afirmou que o setor passa por um terceiro ponto de inflexão histórico, comparável às migrações para Linux e ao movimento cloud native. Ele ressaltou que a computação corporativa evoluiu de proprietária para infraestruturas abertas, com Linux, containers e Kubernetes marcando as fases anteriores.
Para o executivo, a corrida tecnológica não é definida pela velocidade, mas pela base correta. Máquinas virtuais, containers e agentes de IA devem convergir em uma plataforma única e aberta, segundo a visão da Red Hat.
Eficiência na Prática: O Caminho da Red Hat
Hicks ilustrou a transição com a própria jornada da empresa, que passou de chatbots simples para sistemas agentes capazes de navegar por grandes volumes de conhecimento. O objetivo é entregar respostas úteis, não apenas resumos.
A apresentação divulgou que a otimização de custos e desempenho depende da soberania da infraestrutura. A Red Hat saiu de modelos de fronteira, caros e potentes, para modelos abertos menores, específicos para busca, detecção de alucinações e segurança.
“Hoje, 85% das chamadas em nosso sistema de agentes de pesquisa profundo funcionam em modelos abertos de fonte aberta operando na infraestrutura da Red Hat,” informou Hicks. A estratégia demonstra escalabilidade da IA com controle de dados e custos.
Hicks concluiu que a solução para a TI moderna não está em um único fornecedor ou nuvem específica, mas em um ecossistema aberto que permita inovação sem comprometer a base crítica. A plataforma certa com ecossistema aberto seria a resposta.
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