- A Unico lançou uma verificação de maioridade por selfie com 99,98% de assertividade, capaz de superar truques como bigodes desenhados.
- O sistema não armazena biometria nem compartilha dados pessoais com as plataformas.
- O Brasil passou a exigir aferição etária confiável com o ECA Digital, Lei nº 15.211/2025, em serviços online.
- A Unico informou ter realizado mais de 1,5 bilhão de verificações em 2025 e participa de discussões técnicas com o Ministério da Justiça e a ANPD.
- O caso de um menor de 12 anos que simulou idade com um bigode destaca o desafio de proteger crianças online sem tornar a internet excessivamente invasiva.
Um estudo da organização britânica Internet Matters mostrou que crianças conseguem enganar sistemas de verificação de idade por selfie com truques simples, como desenhar um bigode. A pesquisa aponta dificuldades em evitar acessos indevidos a conteúdos online.
No Brasil, a Unico lançou uma solução de verificação de maioridade baseada em selfie. A empresa afirma ter alcançado 99,98% de precisão e não armazenar biometria nem compartilhar dados com plataformas. A tecnologia busca atender à nova lei brasileira.
O contexto é o ECA Digital, Lei nº 15.211/2025, que exige mecanismos confiáveis de aferição etária para serviços online específicos. Países como Austrália, Reino Unido e UE já endureceram regras semelhantes.
Brasil entra no debate global sobre proteção digital
A Unico diz que a ferramenta utiliza biometria facial combinada com técnicas de *liveness*, ou prova de vida digital, para confirmar a presença de uma pessoa real. O objetivo é reduzir fraudes sem depender apenas da aparência visual.
A empresa afirma operar com múltiplas camadas de proteção ante fraudes, em meio ao avanço de IA generativa que facilita rostos sintéticos e identidades falsas. Em 2025, a Unico realizou mais de 1,5 bilhão de verificações de identidade.
Além de aspectos regulatórios, o tema envolve equilíbrio entre proteção infantil e experiência de usuário. Plataformas buscam processos menos burocráticos para não prejudicar cadastros e conversões.
A Unico participa de discussões técnicas com o Ministério da Justiça e a ANPD, buscando alinhar modelos de aferição etária a normas de proteção de dados. Especialistas destacam que a luta contra fraudes tende a se intensificar no setor.
Entre na conversa da comunidade