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Resolvendo desafios difíceis na eletrônica flexível

De transistores orgânicos a eletrônicos biocompatíveis, Camille Cunin transforma circuitos rígidos em dispositivos elásticos para uso biomedical real

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  • Camille Cunin completou o doutorado no MIT, no grupo de DMSE, em fevereiro, com foco em transistores bioeletrônicos para interface com o corpo humano.
  • O design usa um “crepe cake” polymer–metal, com 16 camadas de metal intercaladas entre 16 camadas de polímero, permitindo alongamento sem perder desempenho elétrico.
  • O objetivo é facilitar o movimento de elétrons e íons em ambientes macios e hidratados e, ao mesmo tempo, ser flexível para se adaptar ao corpo.
  • Em testes, transistores orgânicos eletroquímicos convertem sinais biológicos em leituras eletrônicas, com uma gota de solução salina modulando a corrente.
  • Atualmente, ela trabalha na Axoft, startup de neurotecnologia em Cambridge, desenvolvendo eletrodos macios para implanted brain monitoring e potenciais terapias.

Camille Cunin concluiu o doutorado no MIT em fevereiro, com foco em transistores de polímero e metal em um formato inspirado no mille-feuille, para bioeletrônica. O objetivo é transformar sinais biológicos em dados eletrônicos com dispositivos macios.

A pesquisadora trabalhou no laboratório do professor assistente Aristide Gumyusenge, que investiga a interface entre sinais biológicos e eletrônicos. O grupo busca materiais, dispositivos e testes em modelos animais para aplicações reais.

A tese aborda transistores orgânicos capazes de amplificar sinais corporais, especialmente em ambientes úmidos e macios, adequados à conformidade com o corpo humano. O desafio é combinar mobilidade iônica e elevação de desempenho eletrônico.

Em MIT DMSE, Cunin projetou uma arquitetura de camadas finas de metal intercaladas com elastômeros porosos, formando um conjunto elástico que se estende sem perder funcionalidade. A tiara de camadas permite percolar íons e condução elétrica.

O design, conhecido entre a equipe como “crepe cake”, equilibracristalinidade polímeros para facilitar a movimentação de cargas sem restringir a mobilidade de íons. A estrutura permite ensaios que validam a conversão de sinais biológicos em leituras elétricas.

O professor Polina Anikeeva, coorientadora, elogiou a abordagem de Cunin, destacando a capacidade de enfrentar problemas complexos com soluções simples e eficazes. A colaboração no laboratório foi determinante para o projeto.

Hoje, Cunin atua na Axoft, startup de neurotecnologia em Cambridge, desenvolvendo eletrodos macios para implante cerebral. O objetivo é avançar na compreensão de funções cerebrais e potencialmente aprimorar terapias.

Além da pesquisa, Cunin participou ativamente da comunidade acadêmica, organizando o MIT Polymer Day e envolvendo estudantes, docentes e indústria. Também explorou expressões artísticas com ilustrações criadas em Blender.

A trajetória de Cunin combina formação internacional, residência em ambientes colaborativos e uma transição bem-sucedida para a indústria. O trabalho no MIT consolidou uma visão de aplicações práticas de materiais avançados.

Gumyusenge ressaltou a consistência de Cunin em superar desafios e cumprir metas exigentes, destacando a importância de um foco claro para transformar teoria em soluções utilizáveis. A parceria entre orientador e aluna foi decisiva para o amadurecimento do projeto.

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