- Starlink Direct to Cell conecta celulares 4G LTE direto a satélites em órbita baixa, sem antena externa, funcionando em países como Estados Unidos, Chile e Nova Zelândia, com mais de 650 satélites em operação.
- No Brasil, a tecnologia ainda não tem data de lançamento, dependente de acordos com operadoras locais e de aprovação regulatória; o serviço já testa parcerias em outros países.
- Funcionamento exige celular compatível com LTE e acordo entre operadora local e SpaceX; a conexão ocorre automaticamente quando o sinal terrestre falha.
- Já oferece mensagens de texto, localização e alertas de emergência; em meados de 2025 o WhatsApp passou a funcionar sobre a conexão satelital, com chamadas de voz em beta no fim de 2025 e dados móveis em desenvolvimento (2 a 10 Mbps de download, menos de 1 Mbps de upload).
- Planos para a geração V3, com satélites de cerca de 2 toneladas e velocidades de até 150 Mbps, devem ampliar a cobertura global, com lançamento previsto a partir de 2027 e maior independência de operadoras parceiras.
O Starlink Direct to Cell permite que celulares com LTE se conectem diretamente a satélites em órbita baixa, sem antena externa. O serviço já opera nos Estados Unidos, Chile e Nova Zelândia, com mais de 650 satélites habilitados para Direct to Cell. No Brasil, ainda não há data de lançamento.
A tecnologia funciona em celulares 4G LTE e depende de acordo comercial com operadora local. Em caso de falha na rede terrestre, o aparelho busca o satélite automaticamente. Para usar, o usuário deve manter o sistema atualizado e ativar as configurações de rede emergencial.
A relação entre Starlink e operadoras é crucial: apenas celulares com módulo LTE compatível e com operadora parceira podem ativar a conexão. Nos EUA, a parceria inicial foi com a T-Mobile; no Chile, com a Entel. Japão, Austrália e Canadá estão em fases de teste ou lançamento.
Mais de 60 modelos já são compatíveis, entre eles Samsung Galaxy S21 em diante, Galaxy Z e Fold, além de iPhones do 14 ao 17. Também aparecem Google Pixel 9 Pro Fold, Motorola Razr 2024 e Moto G Stylus 5G 2024. A SpaceX trabalha para ampliar a lista com fabricantes de hardware.
Para ativar no iPhone, é preciso atualizar o iOS, acessar Ajustes e habilitar SOS por satélite ou Mensagens de emergência via satélite. No Android, atualize o sistema e ative a opção de conexão emergencial via satélite nas redes móveis. A conexão ocorre automaticamente quando o sinal terrestre cai.
O serviço já oferece mensagens de texto desde o fim de 2024, com latência abaixo de 10 segundos na maioria dos casos. Coordenadas GPS e alertas de emergência também são suportados, e, a partir de 2025, o WhatsApp funciona sobre a conexão satelital. Chamadas de voz nativas via rede celular estão em beta desde o fim de 2025.
Satélites da geração V3 devem entrar em operação a partir de maio de 2027, com o uso do foguete Starship. Pesando cerca de 2 toneladas, os V3 trazem capacidade de upload de 160 Gbps, muito superior aos 6,7 Gbps dos V2 Mini. A SpaceX planeja cerca de 1.200 satélites V3 em seis meses, ampliando cobertura global.
No Brasil, a implantação comercial enfrenta entraves regulatórios e comerciais. A Anatel autorizou 7.500 satélites a sobrevoar o território, mas nenhuma operadora brasileira assinou contrato para o Direct to Cell. A discussão envolve também novas regras e a possibilidade de outorga de Serviço Móvel Pessoal sem parcerias locais.
O Starlink Direct to Cell não substitui a internet móvel tradicional. A função complementa a rede terrestre, atuando em áreas remotas, estradas e regiões sem cobertura. Em cidades, o sinal tende a ter desempenho inferior quando passa por estruturas de concreto.
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