- O texto analisa como respostas de IA podem influenciar resultados de busca e como empresas de SEO criam listas “as melhores” que impulsionam seus próprios serviços, citando Zendesk, Freshworks, Hiver, Watermelon e Help Scout entre exemplos.
- Google afirma ter proteções contra manipulação de resultados e orienta sites a produzirem conteúdo voltado para pessoas, reconhecendo conteúdos de baixa qualidade quando identificados.
- Empresas de SEO adotam táticas de IA para ganhar visibilidade, incluindo estratégias de “best of” e uso de agentes de IA que pesquisam, geram páginas e tentam obter backlinks.
- Especialistas, como Britney Muller e Rand Fishkin, alertam para a incerteza de métricas na era da IA e para o risco de investir pesado em técnicas ainda não comprovadas.
- Também há debates sobre anúncios em IA, privacidade de prompts e a evolução do comportamento do usuário, com impactos em como marcas são mencionadas em respostas de IA e em plataformas de busca.
Nos últimos anos, ferramentas de IA e recursos de busca evoluíram para influenciar o SEO. Empresas passaram a oferecer serviços que prometem citar marcas em resultados de IA, criando um cenário de “corrida do ouro” no setor.
Ao usar um modo de IA para buscar plataformas de suporte técnico, o entrevistado encontra uma lista que cita Zendesk como opção ideal, com links que apontam para conteúdos que reivindicam esse destaque. No entanto, a leitura posterior revela inconsistências no conteúdo apresentado pela própria Zendesk.
Outras listas que citam Freshworks, Hiver, Watermelon e Help Scout aparecem como melhores opções para diferentes alto-fins, sempre em páginas de terceiros que promovem seus próprios produtos. Em muitos casos, as avaliações resultam de testes técnicos e de convergência entre funcionalidades e preços.
A comparação entre plataformas de atendimento ao cliente varia conforme cada site avaliado. Empresas como Eesel, Hiver, Watermelon e Help Scout apresentam rankings conflitantes, enquanto a prática de criar “melhores de” é comum em diversos setores. A capacidade de checar fontes é citada como essencial.
Especialistas apontam que o Google valoriza páginas bem estruturadas, o que favorece listas de recomendação. Em nota enviada, a assessoria da Google informou que há proteções contra manipulação de resultados e que conteúdos de baixa qualidade são combatidos, reforçando a importância de conteúdo voltado para pessoas.
Muitos profissionais de marketing já utilizam páginas de preenchimento para capturar a atenção de mecanismos de busca, prática que, com a IA, ganha novas formas e riscos. A IA de busca pode apresentar conteúdos de blogs, artigos ou threads específicas como respostas privilegiadas.
A disseminação de táticas como “poisoning” de recomendações e botões de “resumir com IA” acende debates sobre vulnerabilidades. Analistas ressaltam que sistemas de IA podem ter dificuldade em distinguir prompts reais de mal-intencionados, elevando preocupações de segurança e confiabilidade.
Em paralelo, firmas de marketing investem em equipes de várias IA para conduzir pesquisas, criar páginas, gerar backlinks e otimizar a visibilidade em IA. Alguns executivos do setor afirmam que há um grande interesse e competição pela liderança nesse novo ambiente.
Pesquisas indicam que, mesmo com o crescimento da IA, a busca tradicional continua relevante em desktops, com grandes players como Amazon, Bing e YouTube mantendo fatias significativas. A atenção, porém, tem migrado para menções fora de links clássicos.
Especialistas destacam que, no novo cenário, menções de terceiros — mesmo sem hyperlink — podem diluir a importância dos backlinks tradicionais. A desvalorização da referência única estánaajustada a uma governança de conteúdo mais ampla.
Planos de publicidade direta em IA foram anunciados por grandes empresas, com promessas de não influenciar respostas nem compartilhar conversas. Contudo, a presença de anúncios gerou críticas entre usuários que temiam perda de privacidade e controle sobre as informações.
Vários especialistas destacam a necessidade de cautela no uso de IA para decisões de marketing, enfatizando cuidado com orientações conflitantes e a relevância de métricas que capturem o impacto real sobre a percepção da marca.
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