- Circle apresenta o roteiro de segurança pós-quântica para Arc, com quatro fases até 2030, abrangendo carteiras, assinaturas, validadores e infraestrutura off-chain.
- A fase um chega ao mainnet, previsto para 2026, tornando Arc uma das primeiras L1 a tratar a resistência quântica como requisito desde o design.
- As assinaturas usarão os esquemas CRYSTALS-Dilithium (ML-DSA) e Falcon, com tamanho de assinatura entre duas e dez vezes maior que o ECDSA, compensado por aceleração de hardware e otimização de algoritmos.
- As fases dois a quatro acrescentam criptografia de estado privado, segurança de validadores e endurecimento da infraestrutura off-chain.
- Contexto de ameaça: hardware quântico atual fica entre 1.000 e 1.500 qubits; endereços ativos cuja chave pública já foi exposta precisam migrar antes do Q-Day, tornando a adoção da fase um teste real para uso empresarial.
Circle apresenta roadmap pós-quantum para Arc, sua blockchain Layer-1. O plano é dividido em quatro fases, até 2030, cobrindo carteiras, assinaturas, validadores e infraestrutura off-chain.
O anúncio ocorre em meio a um ambiente de ameaças crescentes. A Phase 1 será implementada já na mainnet, com lançamento esperado em 2026, tornando Arc uma das primeiras redes L1 a adotar resistência quântica desde o desenho, não como ajuste posterior.
O objetivo técnico é substituir ECDSA por algoritmos de lattice da família CRYSTALS-Dilithium e Falcon, aprovados pelo NIST. O roadmap prevê, inicialmente, assinaturas de tamanho 2 a 10 vezes maiores que as atuais, compensadas por aceleração de hardware e otimizações de algoritmo.
O que muda na prática
Os primeiros passos incluem carteiras e assinaturas resistentes a quânticos opt-in na mainnet. Em seguida, a criptografia de estado privado protege chaves públicas, balanços e dados de transação contra futuras tentativas de vigilância.
A terceira fase foca na segurança de validadores, enquanto a quarta amplia a proteção para a infraestrutura off-chain, incluindo protocolos de comunicação, ambientes em nuvem e módulos de segurança de hardware.
O anúncio destaca o risco ativo: endereços com chaves públicas expostas precisam migrar antes do Dia Q, sob pena de vulnerabilidade a ataques futuro. A migração é apresentada como prioridade para manter a integridade da rede.
O contexto competitivo também é mencionado. Bitcoin não possui caminho PQC ativo, Ethereum discute o tema sem cronograma público, e outras plataformas já exploram a resistência quântica, mas sem o mesmo nível de integração com infraestrutura institucional e USDC.
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