- Autoridades iranianas cortaram o acesso à internet em 28 de fevereiro, no dia do início do conflito, e o apagão já dura mais de 38 dias, o maior em escala nacional desde a Primavera Árabe.
- O acesso à informação fica limitado: muitos Irã acima não veem grandes veículos de notícia e dependem da rede nacional, que está sob censura, além da televisão estatal.
- O Nin, rede doméstica em desenvolvimento há dezesseis anos, substitui a internet global para muitos serviços, mas é monitorado pelo governo e pode repassar dados dos usuários às autoridades.
- Buscas internas em Gerdoo, equivalente ao Google, costumam retornar resultados filtrados ou distorcidos, conforme relatórios da Miaan Group.
- Para contornar o bloqueio, algumas pessoas viajam para a Turquia para ficar online ou pagam entre $6 e $24 por gigabyte com VPNs ou SIMs especiais, tornando o acesso à internet algo caro e limitado.
O acesso à internet foi cortado no Irã em 28 de fevereiro, início da ofensiva de guerra na região. O bloqueio, que começou logo após os primeiros ataques entre EUA e Israel, prolongou-se por mais de 38 dias, tornando-se o maior apagão nacional desde a primavera árabe. A medida foi adotada pelo governo iraniano e afeta principalmente a conectividade com a rede global.
Especialistas avaliam que o isolamento limitou o acesso de iranianos a informações confiáveis sobre o conflito, com fontes locais dominando a cobertura. Organizações como a Miaan Group descrevem censura severa em motores de busca e plataformas locais, o que reduz o alcance de notícias independentes.
Acesso limitado a informações e câmbio de dados com autoridades são apontados como consequências diretas do bloqueio. Analistas destacam que, mesmo com redes internas em funcionamento, a conectividade com o exterior está restrita e sujeita a controle estatal.
Rede Nacional de Informação e impacto interno
O Nin, rede nacional em desenvolvimento há 16 anos, substitui a internet global para muitos usuários. A rede oferece serviços paralelos, como buscadores nacionais, uma versão local de streaming e mensageiros, todos sob vigilância governamental.
Relatórios indicam que buscas em buscadores domésticos por termos como guerra ou cessar-fuerra retornam resultados ampliados pela censura. Plataformas locais são usadas para moldar a percepção pública conforme políticas oficiais.
Para contornar o bloqueio, alguns iranianos recorrem a viagens overland para conectar-se à internet ao atravessar a fronteira para a Turquia, ou a mercados paralelos com preços entre US$ 6 e US$ 24 por gigabyte, muito acima da média global. A Miaan Group classifica o acesso como “luxo” restrito a parte da população.
Especialistas estimam que o apagão de internet pode persistir enquanto o governo promover a rede nacional. Serviços da Nin apresentam falhas ou deixam de funcionar com frequência, segundo o estudo citado.
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