Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vidros que geram energia podem revolucionar fachadas na Coreia do Sul

Janelas solares transparentes sul-coreanas podem gerar energia pela fachada sem comprometer a aparência, ampliando a geração distribuída

Vidros que geram energia podem mudar fachadas? O que a Coreia do Sul está desenvolvendo para prédios
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisas na Coreia do Sul, com a Korea University, UNIST e o KIST, desenvolveram janelas solares híbridas que geram energia de dia e aproveitam iluminação interna à noite, com transmitância visível de 75,6% e índice de reprodução de cor de 93,8; estudo publicado na revista Joule no fim de 2025.
  • Na UNIST, foram apresentadas células solares transparentes de silício com desenho all-back-contact, atingindo pico de eficiência de 15,8%, transmitância visível média de 20%, módulos transparentes de 14,7% e demonstração de carregamento de smartphone por luz natural.
  • A tecnologia não funciona como painel tradicional: utiliza faixas menos perceptíveis ao olho, como infravermelho e ultravioleta, mantendo boa passagem de luz visível; em Korea University há uso de refletor Bragg com célula bifacial para ampliar geração sem escurecer a fachada.
  • Trata-se de Fotovoltaica Integrada à Construção (Building-Integrated Photovoltaics, BIPV), em que o elemento construtivo passa a gerar energia, mantendo a aparência de vidro na fachada.
  • Benefícios incluem uso da pele do edifício como infraestrutura energética, com potencial de redução de demanda na rede e melhoria estética; limites envolvem trade-off entre transparência e eficiência, com protótipos ainda em estágio de demonstração e não em adoção ampla.

Os prédios envidraçados definem o visual dos grandes centros urbanos. Pelas fachadas de vidro, a energia pode nascer sem comprometer a estética. O objetivo é gerar eletricidade sem tornar a fachada visualmente pesada, mantendo a transparência.

Na Coreia do Sul, universidades e institutos como Korea University, UNIST e KIST avançam em pesquisa de janelas solares transparentes. Os protótipos demonstram impactos práticos para arquitetura e construção civil, alinhando desempenho energético e aparência neutra.

O que foi desenvolvido na Coreia do Sul

Um grupo liderado pela Korea University, com participação da Korea Aerospace University e do KIST, apresentou uma janela solar híbrida. Ela gera energia com luz solar e com iluminação interna à noite. A transmitância visível chegou a 75,6% e o índice de reprodução de cor ficou em 93,8, boa neutralidade. A pesquisa foi publicada na Joule, no fim de 2025.

Na UNIST, em 2024, houve avanço com células solares transparentes de silício de desenho all-back-contact. Todos os contatos ficam na parte traseira, reduzindo interferência visual. A transmittância visível média ficou em 20%, a eficiência de módulos atingiu 14,7%, e houve demonstração de carregamento de smartphone por luz natural.

Como essa tecnologia funciona

Ao contrário de painéis tradicionais, as janelas visam faixas menos perceptíveis a olho nu, explorando infravermelho e ultravioleta. Em Korea University, o projeto combina um refletor seletivo Bragg com uma célula bifacial de silício. A luz visível atravessa o vidro, enquanto parte do infravermelho é redirecionada para a célula, aumentando a geração sem escurecer a fachada.

Essas pesquisas integram o conceito BIPV, ou fotovoltaica integrada à construção. O componente construtivo passa a gerar energia, em vez de apenas abrigar um painel externo. O modelo favorece arquitetos e incorporadoras por reduzir alterações na linguagem da fachada.

Arquitetura se beneficia

A pele de vidro pode representar grande área de captação em torres, hotéis, hospitais e edifícios corporativos. Assim, a fachada deixa de ser apenas fechamento e passa a infraestrutura energética, contribuindo para a geração distribuída no local de consumo.

Além disso, a estética é preservada. Painéis solares convencionais costumam impor cor e espessura. Os protótipos atuais tentam manter a aparência de uma janela comum, com CRI alto para preservar a neutralidade visual em áreas internas e fachadas.

Outra vantagem é urbanística e energética. Fachadas geradoras podem reduzir a carga da rede, principalmente em edificações de uso diurno, quando associadas a eficiência, automação e armazenamento. O estudo de Korea University aponta a possibilidade de captar iluminação interna à noite em prédios de uso prolongado.

Onde estão os limites

Ainda existem desafios. Alta transparência pode reduzir a eficiência, e maior eficiência pode escurecer o vidro. O trabalho da Korea University foca no equilíbrio entre conforto visual e captação híbrida. A UNIST reforça a ideia de modularização e invisibilidade dos contatos, mas ambos os projetos permanecem em protótipos e demonstrações, sem adoção ampla na construção civil.

As pesquisas destacam a relevância de continuar investindo em desenvolvimentos que conciliem desempenho elétrico e aparência neutra. O avanço atual oferece caminhos promissores para fachadas que geram energia sem comprometer a identidade visual dos edifícios.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais