- Europa aposta em robôs humanoides; Hexagon, da Suécia, testa o humanoide Aeon com clientes industriais, incluindo a BMW, e mira comercialização total em dois mil e vinte e seis.
- A Hexagon avalia o Aeon em 248 bilhões de coroas suecas (US$ 26,4 bilhões) e prevê aumento de produção de dezenas para alguns milhares até 2030.
- A Neura Robotics, da Alemanha, captou cerca de € 1 bilhão em investimentos, com participação de Amazon e Qualcomm, avaliando a startup em cerca de € 4 bilhões.
- Fornecedores como Schaeffler e Bosch investem no setor, competindo com Tesla e Hyundai, que teve investimentos bilionários em humanoides e na Boston Dynamics.
- Desafios técnicos persistem, com implantação em larga escala estimada entre cinco e dez anos e custo de manutenção elevado; a corrida envolve China e outros players globais.
A Europa busca manter competitividade na tecnologia de robôs humanoides, acompanhando o avanço global. Enquanto fica para trás em carros elétricos e IA na China, investe pesado em robôs de duas pernas para reduzir custos e enfrentar o envelhecimento da população.
A Hexagon, da Suécia, desenvolveu o humanoide Aeon, já em teste com clientes industriais como a BMW. A Hexagon avalia crescimento do parque de Aeon para milhares até 2030, frente a um cenário de demanda estável para componentes de máquinas de precisão.
A Neura Robotics, da Alemanha, captou aproximadamente 1 bilhão de euros em rodada de financiamento, com participação de Amazon e Qualcomm, avaliando a startup em cerca de 4 bilhões de euros. O aporte reforça o interesse europeu no setor.
Frentes de atuação e mercado
Fornecedores locais como Schaeffler e Bosch também investem em robôs humanoides, mirando espaço liderado pela Tesla e Hyundai. A Bosch e a Schaeffler já participaram de financiamentos da Neura Robotics.
Na prática, robôs movidos a IA compartilham componentes com veículos elétricos e sensores avançados. Ainda assim, a implantação em larga escala exige superação de desafios como equilíbrio, adaptação a ambientes não controlados e custos de operação.
Na Ásia, a China avança com centenas de empresas de robótica, com foco industrial em parte e consumer tech em outra. O ecossistema local busca acelerar escala, com produção em massa prevista em vários elos da cadeia.
A negociação entre parcerias europeias e fabricantes chineses segue aberta. A Schaeffler assinou acordos com Leju Robotics, da China, e Agility Robotics, dos EUA, ampliando o leque de fornecedores para humanoides.
Perspectivas e investimentos
Dados de mercado apontam potencial de trilhões de dólares para IA e robôs até 2035, segundo analistas do Barclays. Profundidade tecnológica envolve baterias, motores e software de IA, além de mão de obra qualificada para manutenção.
A BMW treina o Aeon em Leipzig para montagem de baterias de alta tensão e movimentação de componentes. A fábrica também testa humanoides da Figure AI, com apoio da Nvidia, em Spartanburg.
Para a indústria, a rentabilidade depende de ganhos reais de produtividade e custos controlados. Inovações continuam, mas especialistas alertam para períodos de transição e operadores substituíveis.
O caminho adiante
A corrida por domínio de robôs humanoides pode se tornar fragmentada por região. Empresas europeias visam compartilhar tecnologia com parceiros internacionais, mantendo opções abertas a novas parcerias estratégicas.
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