Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomia_POLÍTICA_

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Nanopartículas bacterianas ajudam reduzir uso de agrotóxicos na agricultura

Nanopartículas biogênicas revestidas por enzimas bacterianas prometem aumentar a defesa das plantas e reduzir o uso de agrotóxicos

Fotografia de uma agricultor no campo.
0:00
Carregando...
0:00
  • Brasil teve 912 novos produtos agroquímicos e defensivos biológicos autorizados em 2025, alta de 37% ante 2024.
  • Em 2025 foram registradas 9.729 intoxicações por agrotóxicos, o maior número em onze anos.
  • Pesquisadores estudam nanopartículas biogênicas, feitas com pedaços de microrganismos, para reduzir a dependência de pesticidas sintéticos.
  • Nanopartículas podem ser revestidas com enzimas bacterianas, aumentando a estabilidade e a eficiência contra patógenos, com exemplos de prata, ouro, zinco, cobre e manganês.
  • A ideia é usar essas partículas para fortalecer microbiomas de plantas e oferecer novas estratégias de manejo do solo, combinando nanotecnologia e defesa biológica.

No Brasil, pesquisadores investigam alternativas aos agrotóxicos, entre elas as nanopartículas biogênicas. Estudo divulgado em dezembro de 2025 pela Frontiers in Microbiology discute nanopartículas feitas a partir de microrganismos, com potencial para fortalecer plantas e reduzir demanda por defensivos sintéticos. O trabalho é realizado por Renata Lima e Natalia Bilesky José, pesquisadoras associadas ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

A pesquisa apresenta uma estratégia que une nanotecnologia e biologia: encapsular nanopartículas de metais com uma capa biológica produzida por bactérias. Essa capinha busca conferir maior estabilidade frente a luz, calor e outros estresses, mantendo a eficácia no ambiente de cultivo. O objetivo é ampliar a atuação de defensivos sem depender de moléculas químicas convencionais.

Segundo as authors, o foco está nas nanopartículas biogênicas de prata, ouro, zinco, cobre e manganês, capazes de enfrentar mais de 16 patógenos diferentes. A ideia é criar uma ferramenta que permaneça ativa por mais tempo do que microrganismos vivos solos, ao mesmo tempo em que reduz impactos ambientais.

O que muda para a prática agronômica

A equipe sustenta que as nanopartículas podem fortalecer os microbiomas das plantas, além de melhorar a diversidade de microrganismos benéficos. Pesquisas ainda analisam como modular redes complexas de microrganismos da lavoura, de modo a tornar a defesa natural mais eficiente.

Em entrevista, Renata Lima explica que a tecnologia busca aproveitar substâncias produzidas por micróbios, mas entregues de forma estável na lavoura. A estratégia visa enfrentar problemas como resistência de pragas e limitações de uso de defensivos convencionais.

O estudo aponta que o uso de biogênicos pode complementar o manejo do solo e contribuir para reduzir a dependência de fertilizantes e pesticidas sintéticos. O tema ganha relevância em um contexto de recordes de registro de novos agrotóxicos no Brasil e de intoxicações associadas a essas substâncias, conforme dados de 2025.

A pesquisa reforça que o caminho científico não substitui a agricultura convencional de imediato, mas propõe alternativas que, a longo prazo, podem reduzir impactos ambientais e melhorar a resiliência de cultivos. O trabalho é visto como avanço na busca por práticas mais sustentáveis na agroindústria brasileira.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais