- A autora testou os óculos inteligentes da Meta por um mês, com assistente de IA “Judi Dench”, e relata sensação desconfortável e invasiva ao usar as lentes.
- Questões de privacidade aparecem com relatos de usuários gravando sem consentimento e da luz de gravação visível, ampliando o debate sobre assédio e direitos de quem é filmado.
- Modelos Display custam 799 dólares e não têm venda fora dos Estados Unidos; o modelo de entrada Gen 1 Wayfarers sai por 299 libras.
- A experiência prática é marcada por falhas: tradução em tempo real lenta, IA que nem sempre entende pedidos e uso como fones sem bloquear sons ao redor.
- especialistas ouvidos destacam ceticismo sobre casos de uso claros e indicam que, embora haja potencial, ainda não há consenso sobre regulamentação, benefícios consistentes ou necessidade real.
A jornalista testou as smartglasses da Meta por um mês para entender como funcionam na prática. O modelo avaliado combina óculos Ray-Ban com inteligência artificial integrada, capaz de responder perguntas, identificar objetos e traduzir conteúdos em tempo real. Durante o período, a voz do assistente, chamada Judi Dench, participou da experiência.
Ao longo do mês, a autora percebeu que as lentes geram perguntas sobre privacidade. Em ambientes como pubs, restaurantes e ruas, as pessoas costumam reagir com desconforto ao serem filmadas ou observadas por quem usa o dispositivo. Em discussões públicas, críticas sobre vigilância e uso de dados ganharam destaque.
O uso diário revelou limitações técnicas: a assistente às vezes não compreende comandos, corta informações ou fornece descrições imagéticas imprecisas. A função de tradução em tempo real mostrou-se menos fluida do que o previsto, exigindo checagens constantes com o smartphone. Além disso, o equipamento é relativamente pesado e não substitui um smartphone.
Privacidade, uso público e perspectivas de mercado
Especialistas divergem sobre o futuro das glasses: alguns veem utilidade em atividades específicas, como acessibilidade, enquanto outros destacam riscos de invasão de privacidade. Pesquisadores destacam a necessidade de marcos regulatórios e de melhorias na confiabilidade da IA.
A Meta informou que as lentes devem ser usadas em conjunto com smartphones, com funções ainda distintas e menos invasivas. A empresa tem ampliado parcerias, como com EssilorLuxottica, e investe em IA para ampliar utilidades do dispositivo, sem explicitar quando a experiência poderá tornar-se essencial no cotidiano.
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