- Artemis II, segunda etapa do programa da Nasa, levará quatro astronautas para a vizinhança da Lua em uma viagem de dez dias.
- O lançamento está marcado para 1º de abril de 2026, às 19h23 (horário de Brasília), no Kennedy Space Center, na Flórida.
- A nave Orion não pousará na Lua; fará apenas um sobrevoo próximo ao satélite.
- Em trajeto inédito, a Orion passará por trás da face oculta da Lua, a cerca de 10.300 quilômetros da superfície, usando a gravidade lunar para retornar à Terra sem grandes queimas de motor.
- Nos últimos quatro dias, a nave retorna em velocidade próxima a 40 mil quilômetros por hora, com pouso no Oceano Pacífico após abertura de paraquedas.
A NASA planeja realizar Artemis II, a segunda etapa do programa lunar, com quatro astronautas a bordo da cápsula Orion. O lançamento está marcado para as 19h23 (horário de Brasília) de 1º de abril de 2026, no Kennedy Space Center, na Flórida. A missão terá duração de dez dias e prevê apenas um sobrevoo próximo da Lua, sem pouso no satélite.
A expedição tem como objetivo testar sistemas e procedimentos críticos para futuras viagens à Lua e além, como a base que deverá apoiar missões tripuladas a Marte. Orion percorrerá uma trajetória que passa atrás da Lua, em uma posição de aproximadamente 10.300 quilômetros da superfície, antes de retornar à Terra.
Detalhes da trajetória
O lançamento exige o Space Launch System, o maior foguete já construído, para colocar Orion em órbita terrestre inicial. Em 1 minuto e 11 segundos, a cápsula alcança 12 quilômetros de altitude e, depois, amplia-se o afastamento separando-se de estágios consumíveis que caem no oceano.
Durante as primeiras 24 horas, a nave permanece em uma órbita elíptica alta para checagens de oxigênio, temperatura e comunicações. Após confirmada a prontidão, ocorre a Injeção Trans-Lunar para escapar da órbita terrestre rumo à Lua.
Entre o segundo e o quinto dia, a Orion cruza o espaço profundo em cruzeiro, monitorando integridade estrutural e proteção contra radiação. A nave funciona como um ambiente autônomo, preparando-se para o encontro gravitacional com o satélite natural.
Retorno e fim da missão
No sexto dia, a nave atinge a vizinhança lunar, usando uma trajetória de retorno livre. A gravidade da Lua desvia a trajetória de volta para a Terra, sem grandes queimas de combustível, reduzindo riscos de falhas no propulsor principal.
Entre o sétimo e o décimo dia, o retorno ocorre com aceleração de até 40 mil km/h pela atração terrestre. Ao entrar na atmosfera, o calor gera plasma em torno da cápsula, protegido pelo escudo térmico, até o pouso suave no Oceano Pacífico.
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