- Milhares de pessoas participaram de protestos na Alemanha, de Berlim a Frankfurt, em apoio à atriz Collien Fernandes, que acusa o ex-marido de divulgar vídeos pornográficos falsos gerados por IA.
- A Procuradoria alemã abriu investigação contra o ator Christian Ulmen por suspeita de assédio, com possibilidade de acrescentar outras infrações no decorrer do caso.
- O episódio evidencia lacunas na proteção jurídica de mulheres na internet e reacende o debate sobre leis mais rígidas para deepfakes.
- No dia 26 de março, cerca de 17 mil pessoas participaram de ato em Hamburgo; outras manifestações ocorreram em diversas cidades.
- Fernandes também apresentou queixa na Espanha, onde há legislação mais rígida sobre violência contra mulheres, reforçando o debate sobre violência digital na Alemanha.
Milhares de manifestantes na Alemanha se mobilizam em apoio à atriz Collien Fernandes, que acusa o ex-marido de divulgar vídeos pornográficos falsos gerados por IA. As ações aconteceram de Berlim a Frankfurt, passando por Hamburgo, com o intuito de cobrar leis mais rígidas contra as deepfakes e a violência digital.
Organizadores do coletivo Vulver lideraram diversas manifestações, destacando falhas na proteção jurídica de mulheres na internet. A mobilização ganhou novos contornos após uma reportagem da revista Spiegel revelar detalhes do caso, aumentando a pressão por regulatórias mais eficazes.
Collien Fernandes, 44 anos, modelo e apresentadora, acusa o ex-marido, o ator Christian Ulmen, 50, de ter criado perfis falsos para contatar pessoas próximas e de difundir vídeos manipulados com sua imagem. Fernand es enfrenta assédio online há anos.
Investigação em curso
A Procuradoria alemã informou, na sexta-feira, que investiga Ulmen por suspeita inicial ligada aos elementos apresentados pela atriz na Spiegel. Por ora, o crime analisado é assédio; outras infrações podem ser consideradas futuramente.
Uma queixa anterior, apresentada em 2024, foi arquivada em junho por falta de provas para identificar o autor dos vídeos. Fernandes também registrou uma queixa na Espanha, onde o casal morava, para reforçar o repúdio a crimes dessa natureza.
No 26 de março, 17.000 pessoas participaram de uma manifestação em Hamburgo para pressionar o governo. Outros atos ocorreram em diferentes cidades, com participações de representantes de partidos e organizações de defesa de mulheres.
Repercussões políticas
Após receber ameaças de morte, Fernandes chegou a adiar parte das aparições públicas, mas acabou subindo ao palco em meio à multidão. A deputada Luna Sahling, da Juventude dos Verdes, afirmou que a violência digital exige leis mais efetivas para proteger as vítimas.
O chefe do governo alemão, Friedrich Merz, comentou a violência no espaço físico e digital, porém comentou de forma controversa sobre a participação de imigrantes no problema, gerando críticas de entidades feministas. O debate ressalta a necessidade de normas claras para o combate à violencia online.
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