- O projeto Papure usa laser de monóxido de carbono para selar embalagens de papel sem cola nem plástico, tornando o material mais reciclável.
- O processo começa avaliando a composição química do papel para verificar se pode ser selado sem aditivo, considerando teores de hemicelulose, celulose e lignina.
- Após a irradiação, as superfícies aquecidas geram “produtos de clivagem fusíveis” que atuam como um adesivo natural ao aplicar calor e pressão.
- Um protótipo de unidade de produção em escala laboratorial já pode fabricar sacos de papel com formato de quatro faces, similar aos usados por empresas como a Lego.
- O objetivo é que, até setembro de 2026, a máquina piloto produza até dez embalagens por minuto, com ajustes automáticos para assegurar a resistência do selamento.
O projeto Papure, desenvolvido por pesquisadores alemães em quatro institutos Fraunhofer, busca selar embalagens de papel sem uso de cola ou plástico. O grupo utiliza um laser de monóxido de carbono para ativar ligações naturais presentes no papel, tornando o processo mais sustentável.
A ideia é transformar componentes do papel, como celulose, hemicelulose e lignina, em subprodutos que funcionem como um adesivo natural quando expostos ao laser e a calor controlado. A análise da composição química do papel é fundamental para determinar a viabilidade do selamento sem aditivos.
O estágio atual envolve testes e ajustes de parâmetros, como intensidade do laser e o design das costuras de embalagem, para aumentar a resistência das uniões. Em ensaios, uma emenda de 2 cm com largura de 3 mm sustenta uma carga de 20 kg.
Avanços e protótipos
Até o momento foi criado um módulo de processamento de papel em escala laboratorial capaz de fabricar sacos planos com quatro faces, formato comum em embalagens de marcas como Lego. A equipe trabalha para reduzir o tamanho do sistema de laser e integrar sensores de qualidade.
O objetivo para setembro de 2026 é que a unidade piloto produza até 10 embalagens por minuto, mantendo o controle de adesão sem uso de adesivos tradicionais. A linha de produção já demonstra a capacidade de gerar embalagens compatíveis com o design atual da indústria.
Entre na conversa da comunidade