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Espanha abriga maior concentração de estufas do mundo, visível do espaço

Em Andaluzia, o vasto 'mar de plástico' de estufas sustenta a produção europeia, impulsiona inovação agrícola, mas enfrenta exploração laboral e descarte irregular

A vast expanse of plastic roofs
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  • A região de Andaluzia, no sul da Espanha, abriga a maior concentração de estufas do mundo, visível de cima: mais de 30 mil hectares cobertos por plástico.
  • A produção anual de verduras atinge cerca de 3,5 milhões de toneladas, gerando mais de 3 bilhões de euros em faturamento e atendendo a Europa, especialmente o norte.
  • O “mar de plástico” nasceu em 1963, em Campo de Dalías, com estufas que diffundem luz, retêm calor e controlam microclima, permitindo várias safras ao longo do ano.
  • Há centros de inovação, escolas técnicas e cooperativas ligadas à exportação, com foco em plásticos mais eficientes, culturas adaptadas ao clima e uso de água mais eficiente.
  • O setor emprega mais de 70 mil trabalhadores estrangeiros, principalmente de Marrocos e África Subsaariana, em condições por vezes precárias, além de problemas com descarte ilegal de plástico; reciclagem é alta, mas não suficiente para eliminar impactos ambientais.

O país europeu tem no sul da Espanha, na região de Andaluzia, o que é conhecido como o maior conjunto de estufas do mundo. Em almería, milhares de hectares cobertos por plástico formam um vasto mosaico que produz mais de 3,5 milhões de toneladas de hortaliças por ano.

O espaço, visível até do espaço, fica a oeste de Almería. A área é fonte de alimento para a Europa e gera faturamento superior a 3 bilhões de euros, com culturas que vão de tomates a pepinos, pimentões e abobinhas.

A origem desse polo agrícola remonta a 1963, no Campo de Dalías, onde agricultores passaram a usar estufas plásticas para proteger safras do vento e regular microclima. A inovação envolveu irrigação por gotejamento, controle biológico e pesquisa genética.

Transformação e inovação

Ao longo das décadas, o espaço evoluiu para um distrito de agricultura intensiva, com viveiros, laboratórios químicos, cooperativas e centros de pesquisa, incluindo a Fundación Tecnova. As plantas são exportadas principalmente para países da Europa setentrional.

Em Balanegra, técnicos descrevem o sítio como referência global em produção de alimentos segura e eficiente. Em El Ejido, proprietários de fazendas guiam visitas, destacando a história e as práticas de cultivo no local.

Educação, tecnologia e futuro

A Escola Agrária de Vícar, criada em 1972, recebe 480 estudantes que aprendem técnicas modernas e aplicadas a AI, IoT e sensores, com foco em agricultura circular e uso de sistemas agrivoltaicos. O objetivo é formar profissionais para o setor.

A transformação do setor inclui planos para ampliar a adoção de tecnologias que assegurem sustentabilidade e segurança alimentar, mantendo Almería como marco de inovação e desenvolvimento social.

Desafios sociais e ambientais

O setor emprega mais de 70 mil trabalhadores estrangeiros, principalmente de Marrocos e África subsaariana. Embora muitos vivam com serviços adequados, há casos de remuneração baixa e condições precárias em áreas rurais próximas às plantações.

Sobre o manejo de resíduos, há pontos de descarte irregular de plásticos na região entre Las Norias de Daza, com parte dos resíduos destinados à reciclagem. Ainda existem despejos clandestinos que afetam o ambiente local.

Apesar de grande parte do plástico utilizado ser reciclado, os problemas de descarte irregular persistem. O desenvolvimento sustentável é destacado como objetivo central, sem comprometer a proteção de trabalhadores nem o abastecimento alimentar.

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