- Palmas, município do Paraná, recebe piloto de batata de baixo carbono com parceria entre Yara e PepsiCo, em área de 130 hectares (Soczek administra 35 hectares).
- Sérgio Soczek, produtor de 67 anos, usa fertilizantes com cerca de 90% de redução de carbono, contribuindo para até quarenta por cento de redução de emisões na sua lavoura.
- O programa envolve seis produtores no estado, com foco em tornar a produção de batata mais eficiente economicamente, mantendo o mesmo produto final.
- Economia por tonelada pode chegar a até duzentos e cinquenta reais, devido à maior matéria seca e menos água; o preço recebido hoje é de aproximadamente R$ 2.400 por tonelada.
- A iniciativa faz parte de uma estratégia maior da PepsiCo para ampliar práticas de agricultura regenerativa em cerca de quatro milhões de hectares até 2030, buscando reduzir impactos ambientais na cadeia de suprimentos.
Em Palmas, no Paraná, começa a prática de batatas de baixo carbono. Sérgio Soczek, produtor de 67 anos, acompanha a primeira safra cultivada com fertilizantes de menor intensidade de carbono. O projeto piloto envolve seis produtores da região, em parceria com a Yara e a PepsiCo.
A área piloto soma 130 hectares, com soczek responsável por 35 hectares. Ao todo, Soczek cultiva 700 hectares de batatas no estado. A tecnologia aplicada reduz em cerca de 90% a emissão de carbono dos fertilizantes, gerando até 40% menos GEEs na produção.
Parcerias e objetivo
A iniciativa envolve, além da Yara, a PepsiCo, líder em consumo de alimentos. A parceria visa descarbonizar a cadeia de produção de batata e ampliar a adoção de tecnologias de agricultura regenerativa. A meta é ampliar a participação de produtores e áreas até 2026.
Benefícios econômicos e desafios
Segundo o produtor, a aplicação resulta em menor uso de fertilizantes, mantendo a produtividade. A estimativa é de ganho de até 250 reais por tonelada, com melhoria na matéria seca. A lavoura de batata representa custos elevados, influenciados por insumos e defensivos.
Custos e contexto de mercado
Os fertilizantes de baixa pegada de carbono costumam ter custo maior, fator que impacta o econômico do cultivo. A indústria aponta preço elevado de insumos, destacado por dados recentes sobre o mercado, com altas expressivas para ureia e MAP.
Perspectivas de expansão
Os primeiros resultados da safra estão em fase de validação. A PepsiCo planeja ampliar o projeto caso os indicadores agronômicos e econômicos se comprovem, com possível inclusão de outras culturas. A visão é elevar padrões de sustentabilidade em toda a cadeia.
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