- Butantan e MSD firmaram acordo para que o laboratório público passe a produzir pembrolizumabe para o SUS, resultado de edital de 2024, com transferência de tecnologia gradual ao longo de até dez anos e objetivo de nationalizar 70% dos insumos de saúde em uma década.
- Pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imune, menos tóxica que quimioterapia, já utilizada no SUS para melanoma metastático; hoje é comprado da MSD, atendendo cerca de 1,7 mil pessoas por ano a um custo de R$ 400 milhões.
- A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS avaliará a inclusão do medicamento em casos de câncer de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão, o que pode elevar a demanda para cerca de 13 mil pacientes por ano.
- Os benefícios apontados incluem redução de custos com transferência de tecnologia, prioridade no fornecimento e desenvolvimento de capacidade para produzir moléculas similares, aumentando a segurança de abastecimento no país.
- O anúncio foi feito no Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, no Rio de Janeiro, com participação remota do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacando a importância de cooperação internacional e do SUS.
O Instituto Butantan firmou parceria com a farmacêutica MSD para produzir, no Brasil, um medicamento avançado contra o câncer a pacientes do SUS. O acordo resulta de edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde. O pembrolizumabe, terapia que estimula o sistema imunológico, será fabricado nacionalmente.
A iniciativa é parte de uma estratégia que busca nacionalizar 70% dos insumos de saúde utilizados pelo SUS em até 10 anos. A produção local visa ampliar o acesso e reduzir dependência de importações para tratamentos oncológicos.
O anúncio ocorreu durante o Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da abertura de forma remota.
Quem participa
O acordo envolve o Instituto Butantan, a MSD e o Ministério da Saúde. A secretária Fernanda De Negri destacou que o contrato prevê transferência gradual de tecnologia, com ambição de construir capacidades nacionais de produção.
A MSD, representada por Rodrigo Cruz, detalhou que a transferência se dará em etapas, começando pela rotulagem e envase, até chegar à formulação e produção final. A meta é completar a produção 100% nacional em até oito a dez anos.
Impacto e benefícios
Hoje o pembrolizumabe já é comprado pelo Ministério da Saúde para pacientes com melanoma metastático, com cerca de 1,7 mil atendidos por ano a um custo de 400 milhões de reais. A parceria pode ampliar esse uso.
A expectativa é incluir o medicamento no SUS para outros cânceres, como colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão, aumentando a demanda para cerca de 13 mil pacientes por ano.
Vantagens da produção nacional
Fernanda De Negri apontou que a produção local reduz riscos de desabastecimento por interrupções logísticas e garante maior segurança aos pacientes. A parceria também prevê desenvolvimento tecnológico e prioridade no fornecimento.
Conexão com a política pública
A parceria se insere na estratégia nacional de fortalecer a cadeia de insumos de saúde no Brasil. O objetivo é ampliar a autonomia tecnológica do País e fomentar o desenvolvimento econômico ligado à saúde.
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