- Mariano Salcedo, estudante de mestrado no MIT, desenvolve uma IA para visualizar e expressar música e sons por meio de autômatos celulares neurais (NCA) e uma interface web que ajusta a relação entre energia musical e o sistema de NCA.
- Ele integra o programa inaugural de Música, Tecnologia e Computação do MIT, dirigido pelo professor Eran Egozy, incluindo palestras com profissionais da indústria e pesquisadores.
- Salcedo trocou de engenharia mecânica pela IA e decisão, após descobrir um chatbot de linguagem avançada, e passou a atuar na interseção entre música e tecnologia.
- Seu trabalho já foi apresentado no congresso da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial em janeiro de 2026, em Cingapura, com foco em visualizações musicais geradas por IA.
- Salcedo foi escolhido para proferir o discurso estudantil na cerimônia de grau avançado de SHASS em 2026, reforçando o vínculo entre humanidades e ciências na sua pesquisa.
Mariano Salcedo, estudante de mestrado, está desenvolvendo uma inteligência artificial capaz de visualizar e expressar música e sons. O projeto integra o programa de Music Technology and Computation da MIT, em sua primeira turma.
Salcedo, natural do México e de Texas, entrou no MIT com a mudança de foco para IA e tomada de decisões. Ele integra o trio inicial de alunos do novo programa, criado para explorar abordagens computacionais da música.
A pesquisa dele usa autômatos celulares neurais para gerar imagens que acompanham a música, permitindo performances visuais com qualquer faixa de áudio. A interface web criada por ele ajusta a relação entre energia musical e o sistema NCA.
Perfil e trajetória
Formado em IA pela MIT, Salcedo também se dedicou a estudos de teoria musical e tecnologia. Durante a graduação, participou de atividades extracurriculares e de pesquisa que ampliaram seu interesse pela interface entre humanidades e ciências.
O trabalho de Salcedo já ganhou reconhecimento: ele foi convidado a falar na cerimônia de grau avançado de SHASS em 2026, com elogios de Eran Egozy, diretor do programa, que o descreve como exemplo de pesquisa multidisciplinar.
Contexto do programa
O programa é resultado de uma parceria entre SHASS e a Escola de Engenharia da MIT, buscando novos caminhos para a música por meio de técnicas computacionais. Entre as atividades, há uma série de palestras com profissionais da indústria e da pesquisa musical.
Rigopulos, que inspira o fellowship, é cofundador da Harmonix e hoje atua na Epic Games. Ele financiou a bolsa para apoiar o novo programa e o interesse de Salcedo pela interseção entre criação musical e tecnologia.
Perspectivas e impactos
Salcedo vê potencial para ampliar o uso de IA na modelagem de sistemas que se organizam sozinhos, além da música. A ideia é que visuais gerados acompanhem a música, enriquecendo a experiência do público e desafiando preconceitos sobre quais sons e estilos são valorizados.
O pesquisador também aponta que a tecnologia pode ajudar a compreender questões éticas da IA, como vieses e acessibilidade. Ele pretende continuar explorando aplicações que conectem teoria, prática e criatividade.
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