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Tradutor de corporativês viraliza ao converter textos para linguagem do LinkedIn

Kagi Translate lança LinkedIn Speak que transforma frases comuns em linguagem corporativa; especialistas alertam para perda de autenticidade e necessidade de revisão

Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados — Foto: Reprodução/Captura de Tela
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  • O Kagi Translate lançou, em 2024, a função LinkedIn Speak, que transforma frases simples em textos no estilo corporativo da plataforma e com tom de deboche.
  • Em teste, ao digitar “fui demitida por xingar meu chefe”, a ferramenta produziu uma versão formal com hashtags como #OpenToWork e #TransiçãoDeCarreira.
  • Especialistas alertam que a IA deve funcionar como apoio à edição, não como substituta da autoria, e que é preciso revisar o texto antes de publicar.
  • A psicóloga Andréa Krug e a especialista Juliana Novochadlo ressaltam riscos como perder a voz do profissional e tornar conteúdos repetitivos, o que pode afetar a autenticidade.
  • O LinkedIn afirma buscar interações autênticas e reduzir postagens repetitivas, destacando que a IA pode ajudar, mas a responsabilidade final é do autor.

O Kagi Translate ganhou atenção ao lançar a função LinkedIn Speak, que transforma frases comuns em textos com tom corporativo típico da rede profissional, incluindo um toque de sarcasmo. A ferramenta é gratuita e foi anunciada em 2024.

Ao testar a recurso, o portal g1 utilizou o Portuguese (Brasil) e escolheu a opção LinkedIn Speak. Um exemplo gerado mostra uma demissão descrita com linguagem profissional, reforçando a ideia de aprendizado e abertura para novos desafios.

A popularidade da função cresce, especialmente entre usuários do LinkedIn que costumam compartilhar reflexões sobre situações do cotidiano. No X, mensagens com versões humorísticas do corporativês também aparecem com frequência.

Cuidados no uso da IA

Experts orientam que a ferramenta exige cautela na aplicação. Textos devem passar por revisão antes de publicar, para evitar exageros, perda de autenticidade ou distorção da experiência profissional.

Andréa Krug, psicóloga e consultora, destaca que a IA funciona como assistente e não substitui a autoria. Ela recomenda manter a ideia central do profissional e lapidar o texto com a contribuição humana.

Juliana Novochadlo, especialista em posicionamento profissional, concorda que a tecnologia ajuda na clareza, especialmente em momentos de bloqueio criativo, mas alerta para a necessidade de refletir a trajetória do autor.

Ambas ressaltam o risco de perder a voz própria, já que a IA tende a repetir padrões comuns. Esse efeito pode prejudicar a percepção de autenticidade em perfis profissionais.

Impactos no processo seletivo

Recrutadores atentos costumam identificar textos gerados por IA sem revisão, o que pode levantar dúvidas sobre autenticidade. Profissionais devem buscar evidências concretas de experiência, não apenas palavras-chave bem elaboradas.

Especialistas lembram que a mensagem final depende da experiência vivida pelo candidato e dos resultados entregues, não apenas da forma textual. A autenticidade continua sendo diferencial importante.

O papel do LinkedIn

O LinkedIn respondeu ao g1 dizendo que busca incentivar interações autênticas na plataforma, com conteúdos que reflitam as experiências reais dos usuários. A empresa mencionou ainda que trabalha para reduzir postagens repetitivas e favorecer conteúdos relevantes no feed.

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