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Agtechs chegam a 2.075 no Brasil e expandem atuação além do eixo tradicional

Radar Agtech 2025 aponta 2.075 startups no Brasil; expansão regional avança e a maioria atua dentro de fazendas com IA

Sexta edição do Radar Agtech Brasil, elaborado por Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens
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  • Em 2025, o total de agtechs no Brasil chegou a 2.075, um crescimento de 5% em relação a 2024, segundo o Radar Agtech Brasil.
  • O levantamento aponta maior maturidade tecnológica, mudanças na captação de recursos e atuação mais regionalizada das startups.
  • Regionalmente, Sudeste e Sul respondem por 79% das agtechs, com 55,2% no Sudeste e 23,7% no Sul; Amazonas, Goiás e Mato Grosso aparecem como destaques entre estados fora do eixo tradicional.
  • A maior parte das empresas atua dentro da fazenda (41,1%), seguida por soluções de pós-produção (40,5%).
  • Na prática, 83% das agtechs usam inteligência artificial em processos ou produtos, e 35% têm IA como base do modelo de negócio.

O ecossistema de agtechs no Brasil chegou a 2.075 startups em 2025, alto nível de maturidade tecnológica e desaceleração em relação aos anos anteriores. O levantamento mostra maior presença regional e mudanças no capital.

O sexto Radar Agtech Brasil, feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens, indica crescimento de 5% frente a 2024. O anúncio ocorreu durante o Radar Agtech Summit, em São Paulo, nesta terça (24).

O estudo acompanha o avanço das agtechs desde 2019 e agrega dados territoriais, tecnológicos e financeiros. Em 2025, foram mapeados 390 ambientes de inovação no País, reforçando a diversidade regional do setor.

Regiões e concentração

A Região Sul passou a concentrar a maior parte dos ambientes, com 37,18%, especialmente no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Sudeste fica com 32,82%, distribuídos entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

No Sul, a expansão ocorre junto a incubadoras, com destaque para o Rio Grande do Sul. O governo estadual tem apoiado estruturas ligadas às etapas iniciais da inovação, conforme avaliação de especialistas.

O Sudeste mantém o maior número de hubs, aceleradoras e ecossistemas com governança estruturada, sinalizando estágio mais avançado de desenvolvimento. As ações prioritizam aceleração de negócios e captação de capital.

Entre 2019 e 2021 houve expansão acelerada por ambientes de inovação e fundos. Em 2025, o ritmo é mais moderado, com consolidação de modelos e maior seletividade no investimento.

A concentração regional segue relevante: Sudeste e Sul respondem por 79% das agtechs, 55,2% no Sudeste e 23,7% no Sul. Demais regiões ganham espaço próximo às áreas de produção.

Norte (7,6%), Nordeste (6,5%) e Centro-Oeste (7,1%) registram crescimento, refletindo maior proximidade com a agroindústria. Em 2019, o Norte e o Nordeste totalizavam 5%.

Estruturação produtiva e investimentos

Estados fora do eixo tradicional aparecem com novos empreendimentos. Amazonas tem 17 agtechs, Goiás 15 e Mato Grosso 14. Minas Gerais e Rondônia registram os maiores acréscimos, cada um com 13 novas empresas.

O conjunto também aponta mudança na inserção na cadeia produtiva. A maior parte opera dentro da fazenda, 41,1%, seguida pela atuação na pós-produção, 40,5%.

Entre as áreas de atuação, alimentos inovadores e tendências alimentares somam 15% das startups. Sistemas de gestão rural representam 8% e plataformas de dados, 7,5%.

A presença de tecnologias digitais é marcante, com 83% das agtechs usando IA em processos ou produtos. Em 35% das empresas, a IA é base do modelo de negócio, aponta o estudo.

A divulgação também aborda mudanças na captação de recursos, com o ambiente de investimentos se tornando mais restritivo nos últimos anos. As empresas passaram a priorizar eficiência e rentabilidade desde cedo.

Pedro Jábali, da SP Ventures, destaca que os negócios se estruturam com foco em eficiência e rentabilidade já nos estágios iniciais, refletindo o novo cenário de capital.

Além dos dados quantitativos, o Radar 2025 traz iniciativas de inovação aberta e experiências de incentivo público à inovação regional. A edição também ganhou versões em inglês e espanhol.

Para o analista Aurélio Favarin, da Embrapa, o avanço depende da integração entre tecnologia, capital, governança e produção. O relatório reforça que o ecossistema está em transformação contínua.

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