- Cientistas criaram o ChromoLCD, um dispositivo portátil que usa LCDs e LEDs para aplicar imagens de alta qualidade em itens como camisetas, mesas e quadros brancos, usando tinta fotocrômica.
- O usuário carrega a imagem no ChromoLCD por Bluetooth ou USB, escolhe o design no menu e “cole” o aparelho no objeto para imprimir em cerca de quinze minutos.
- É possível personalizar acessórios, como bolsas, com desenhos coloridos, além de adicionar uma tag de AR em uma bancada de cozinha para link com tutoriais.
- O sistema funciona gerando um vídeo em preto e branco para mapear os pixels, depois usa luz ultravioleta para escurecer a tinta e LEDs RGB para colorir, com cores aplicadas a cada pixel.
- Pesquisadores pretendem tornar o processo ainda mais flexível com IA para gerar texturas e ampliar o uso, incluindo superfícies maiores com uma versão reprogramadora em formato de rolo para paredes.
A equipe do MIT, no laboratório CSAIL, desenvolveu o ChromoLCD, um dispositivo portátil que aplica imagens de alta qualidade em objetos do dia a dia. Cobre itens como camisetas, mesas e lousas com designs que podem ser trocados em minutos, usando tinta fotocrômica ativada por luz.
O sistema combina LCDs e LEDs para projetar imagens nítidas sobre superfícies revestidas pela tinta fotocrômica. O objetivo é permitir que itens comuns ganhem aparência personalizada sem estruturas fixas de projeção, abrindo caminho para objetos interativos em casa, no escritório e no ensino.
O ChromoLCD foi apresentado por Yunyi Zhu, pesquisadora de engenharia elétrica e ciência da computação, e colegas do CSAIL. A equipe já demonstrou personalização de acessórios, como bolsas, além de integrar uma tag AR em uma bancada de cozinha e transformar um quadro branco em tela de alta resolução.
Como funciona, em síntese, o aparelho utiliza uma tela LCD na parte externa, com um conjunto de LED UV e RGB por dentro. A imagem escolhida é processada para mapear pixels, o UV atua na tinta, e os LEDs coloram. O resultado é uma impressão digital na superfície em cerca de 15 minutos.
Segundo Zhu, o ChromoLCD funciona como uma “marca” simples de usar, sem necessidade de alinhamento ou criação de texturas 3D. A ideia é facilitar a personalização de itens do dia a dia, como bags e objetos de cozinha, transformando-os em peças únicas.
A equipe também mostrou possibilidades além do vestuário, como transformar uma bancada de cozinha em painel interativo com tutorial de culinária, e reprogramar um quadro branco para exibir imagens de referência. A visão é ampliar a presença de materiais fotocrômicos no ambiente.
Além do ChromoLCD, os pesquisadores combinam o dispositivo com tecnologias anteriores, o PortaChrome e o PhotoChromeleon, para digitalizar ambientes. Futuramente, pretendem favorecer processos criativos com sensores de geração de textura por IA, reduzindo a necessidade de imagens para cada objeto.
Narges Pourjafarian, pesquisadora externa, elogiou o uso do ChromoLCD como uma ferramenta de fabricação de superfícies reprogramáveis, indo além de simples melhoria de resolução. A juramentação acadêmica envolve seis afiliados do CSAIL, incluindo alunos da MIT, uma estudante de Harvard e Stefanie Mueller, associada do MIT e pesquisadora principal.
Os pesquisadores pretendem apresentar o trabalho na conferência ACM de Interação Tangível, Embutida e Envolvida. O objetivo é discutir a viabilidade de objetos cotidianos reconfiguráveis, com foco em aplicações para vestuário, superfícies de trabalho e ambientes domésticos.
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