- A antropóloga do MIT, Amy Moran-Thomas, trabalha em projetos que colocam pessoas no centro da saúde e da medicina, conectando estudos sobre tecnologia médica a contextos sociais.
- Em aula recente, Moran-Thomas discutiu com estudantes o uso de medidores de glicose e insulina na Belize Diabetes Association, levantando a ideia de insulina estável a temperatura e dispositivos reparáveis.
- O projeto Sugar Atlas mapeia dimensões sociais e econômicas da diabetes no Caribe, em parceria com universidades de Toronto e the University of the West Indies, buscando novas perspectivas históricas e estruturais.
- Moran-Thomas também investigou leituras de oximetria durante a Covid-19, mostrou desigualdades relacionadas à cor da pele e apoiou recomendações para melhorar os dispositivos, contribuindo para mudanças regulatórias.
- Além disso, a pesquisadora trabalha em sensores de baixo custo para medir impactos de atividade industrial na saúde de comunidades na Pensilvânia, e coordena programas educacionais em MIT sobre saúde e sociedade.
A antropóloga do MIT Amy Moran-Thomas conduz pesquisas que conectam pessoas às tecnologias médicas, destacando como falhas de dispositivos afetam pacientes em diferentes contextos. Em sessões de aula, ela reúne estudantes para discutir soluções práticas.
Numa atividade recente, Moran-Thomas orientou 20 alunos da disciplina 21A.311 ao redor de um medidor de glicose, tiras e peças médicas. O objetivo é pensar em tecnologias mais duráveis e reparáveis. O encontro aconteceu no MIT Museum.
A professora integra conhecimentos de campo com projetos de impacto social, buscando colocar as pessoas no centro da medicina. Norma Flores, presidenta da Belize Diabetes Association, participou da conversa sobre insulina e condições de temperatura para conservar medicamentos.
Projetos em andamento
Moran-Thomas coordena o projeto Sugar Atlas, que mapeia dimensões sociais e econômicas da diabetes no Caribe, com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Toronto e da University of the West Indies. O objetivo é revelar fatores históricos e estruturais.
Ela também investiga questões históricas de experimentos médicos, acompanhando casos de Guatemala na década de 1940, tema de artigo recente em coautoria com Susan Reverby. O foco é compreender impactos e lições éticas.
Aplicações locais e educacionais
Nos Estados Unidos, Moran-Thomas estuda como a extração de energia pode afetar doenças crônicas e a saúde mental, especialmente na Pensilvânia, que enfrenta fechamento de hospitais. Em parceria com MIT, trabalha em sensores de baixo custo para monitorar impactos da atividade industrial.
Com recursos da MIT Human Insight Collaborative, a pesquisadora desenvolve o programa educacional Health and Society em parceria com colegas da instituição. O intuito é ampliar formação sobre intersections entre saúde, tecnologia e sociedade.
Métodos e impactos
A pesquisadora defende uma abordagem que prioriza perspectivas de pacientes, famílias e profissionais de enfermagem, em vez de partir apenas de engenheiros. Essa visão orienta o redesenho de dispositivos médicos para atendimento global mais igualitário.
Entre os casos que ajudaram a moldar essa linha de trabalho, destaca-se a avaliação de oximetria durante a pandemia de Covid-19. Estudos mostraram leituras menos confiáveis em pacientes com pele mais escura, levando a recomendações de ajuste de calibração.
Visão de longo prazo
Moran-Thomas pretende ampliar a compreensão de como tecnologias médicas se conectam a estruturas históricas e insurgentes de cuidado. Ao mapear redes de ajuda mútua e práticas de cuidado, a pesquisadora busca soluções mais duráveis e justas.
Entre na conversa da comunidade