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Polícia de Essex suspende reconhecimento facial após estudo indicar viés

Polícia de Essex suspende o reconhecimento facial após estudo indicar viés racial, com maior probabilidade de identificar pessoas negras

A facial recognition system used by Met police at Oxford Circus in London last year.
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  • A polícia de Essex pausou o uso de reconhecimento facial em tempo real após estudo apontar maior probabilidade de identificar pessoas negras em relação a outros grupos étnicos.
  • A pesquisa, encomendada pela própria Essex Police e conduzida pela Universidade de Cambridge, envolveu 188 atores passando por câmeras instaladas em veículos da polícia em Chelmsford.
  • O estudo mostrou que cerca de metade das pessoas incluídas na lista de observação foi identificada corretamente; identidades incorretas foram raras.
  • Foi observado que homens tinham maior probabilidade de serem identificados do que mulheres, e negros eram mais propensos a serem reconhecidos do que outros grupos étnicos.
  • O relatório aponta questões de justiça que demandam monitoramento contínuo; o Escritório de Proteção de Dados (ICO) notificou o afastamento e pediu que outras forças implementem mitigação.

Essex Police suspendeu o uso de reconhecimento facial em tempo real (LFR) após um estudo indicar viés racial, com maior probabilidade de identificar pessoas negras em comparação com outros grupos étnicos. A ação foi anunciada pelo Office of the Information Commissioner (ICO), órgão regulador, nesta semana.

O estudo encomendado pela própria polícia de Essex realizou 188 encenações com atores passando por câmeras instaladas em furgões da polícia em Chelmsford. Os resultados apontaram que cerca de metade das pessoas em listas de observação era identificada corretamente, enquanto erros eram raros.

A pesquisa mostrou que homens tinham maior chance de identificação correta do que mulheres, e que participantes negros tinham probabilidade estatisticamente maior de serem reconhecidos do que pessoas de outros grupos étnicos. A metodologia envolveu câmeras ativas em locais públicos.

Implicações e contexto

A análise sugere questões de Justiça que precisam de monitoramento contínuo, segundo os autores. Um criminologista envolvido afirmou que, para quem passa pelas câmeras, a probabilidade de estar em uma lista de observação é maior entre indivíduos negros, o que merece investigação adicional.

A controvérsia envolve o uso da tecnologia, pois não se trata apenas de identificar inocentes, e sim de possíveis desproporções no funcionamento. Em janeiro, o governo anunciou o aumento de vans com LFR disponíveis para as forças de segurança de Inglaterra e País de Gales.

A ICO alertou outras forças a adotarem mitigação de riscos de precisão e viés. O levantamento envolve mais de 13 forças, com atuação em Londres, no sul e no norte do país, bem como em várias regiões. Essex não divulgou novas datas para a continuidade do projeto.

Essex Police foi procurada para comentar o estudo e a suspensão do uso do LFR. As autoridades destacam a necessidade de avaliações contínuas para assegurar o uso responsável da tecnologia.

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