- A FTC, chefiada por Lina Khan, tentou impedir a aquisição da Within pela Meta, foco no espaço de realidade virtual (VR).
- A ação buscava frear a compra de estúdios de desenvolvimento e do jogo Beat Saber para manter maior competição no mercado de VR.
- O tribunal decidiu contra a FTC, dizendo que não havia evidência suficiente de impacto da Meta no mercado de fitness em VR.
- Em 2023, a Meta assumiu o jogo Supernatural, e, neste ano, anunciou mudanças de foco para óculos inteligentes e IA, encerrando parte de conteúdos em VR.
- A discussão sobre antitruste ganhou peso ao mostrar como decisões corporativas afetam comunidades de fãs e o ecossistema de VR, com Khan defendendo maior proteção à competição em mercados digitais.
A FTC liderada por Lina Khan tentou bloquear a aquisição da Within pela Meta, em defesa do espaço de realidade virtual. A ação, iniciada em 2022, argumentava que a compra prejudicaria a concorrência no mercado de VR e de aplicativos de fitness.
A decisão judicial, porém, não comprovou que a presença da Meta no segmento de VR alteraria diretamente a competição ou traria benefícios procompetitivos. Em 2023, a Meta encerrou o jogo de within após a compra, levando ao fim de uma comunidade de fãs do título de fitness.
O caso expôs a leitura de Khan sobre como grandes empresas podem moldar mercados digitais com aquisições estratégicas. Ela defendia ampliar o raio do que é considerado antitruste, sobretudo em mercados com efeitos de rede e dados.
A Meta sinalizou, recentemente, uma mudança de rota: deixar o foco no metaverso e mirar dispositivos inteligentes e IA. Com cortes na divisão Reality Labs, a empresa indicou que não produzirá mais conteúdo para o jogo Supernatural, e demitiu a maior parte da equipe.
Essa guinada alimenta dúvidas sobre o futuro da VR, após o cierre de jogos populares e o abandono de comunidades. Mesmo com anúncios de novas tecnologias, a finança e o ecossistema de software continuam dependentes de decisões estratégicas da própria Meta.
Especialistas em antitruste destacam que a remoção de obstáculos regulatórios pode influenciar a inovação. A manutenção de um ambiente competitivo, segundo pontos debatidos, ajuda empresas a manter o ritmo de desenvolvimento e a evitar concentrações excessivas de poder.
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