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Entidade solicita que celulares fiquem desligados durante o evento

Proibição de celulares à mesa ganha impulso em bares de Washington e Londres, buscando reconectar pessoas em meio à cultura de consumo de imagens

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • Restaurantes de Inglaterra e Estados Unidos passaram a proibir o uso de celulares à mesa, com destaque para o Hush Harbor, em Washington, aberto em setembro como o primeiro bar da cidade a adotar essa regra.
  • O nome do bar faz referência aos hush harbors, espaços secretos onde africanos escravizados praticavam sua espiritualidade longe do registro dos donos de escravos.
  • A prática tem precedentes: em outubro de 1994, Fergus Henderson colocou um aviso na entrada do restaurante St. John, em Londres, pedindo que clientes desligassem os aparelhos.
  • Dados globais indicam que existem mais de sete bilhões de celulares; cerca de cinco bilhões de identidades ativas em redes sociais em outubro de 2025, correspondentes a sessenta e oito vírgula sete por cento da população mundial. No Brasil, o Instagram atinge nove em cada dez internautas. Em média, usuários consultam o celular quatorze quatro vezes ao dia, dedicando mais de quatro horas diárias.
  • O ambiente de restaurantes tem virado palco para produção de conteúdos e influenciadores, com o mercado global de marketing de influência evoluindo de 1,7 bilhão de dólares em 2016 para 24 bilhões em 2024. Em Paris, um jantar japonês sem celular foi descrito como experiência positiva, destacando o foco no serviço do chef.

Recentemente, bares e restaurantes na Inglaterra e nos EUA passaram a proibir uso de celulares à mesa. Em Washington, DC, o Hush Harbor abriu em setembro como o primeiro bar da cidade a adotar a regra de ficar sem celular.

A medida busca resgatar a convivência entre as pessoas, reduzindo a presença de telas durante as refeições. O movimento vem ganhando destaque em publicações internacionais e tem motivado debates sobre a cultura do compartilhamento de conteúdo.

O nome Hush Harbor faz referência a espaços históricos de encontro de africanos escravizados, usados para práticas culturais fora da vigilância. A ideia é associar a proibição a um espaço de encontro humano, não registrado ou controlado.

Contexto histórico

Em 1994, Fergus Henderson lançou um aviso em seu restaurante St. John, em Londres, pedindo para que clientes desligassem os celulares. Na época, a telefonia era rara e a tecnologia ainda não ditava hábitos.

A filosofia do St. John, nose-to-tail eating, reforçava a ideia de aproveitar tudo do animal. O restaurante se tornou referência no Reino Unido, mantendo, até hoje, o aviso para celulares na entrada.

Hoje existem mais de 7 bilhões de celulares no mundo, com cerca de 5,5 bilhões de identidades ativas em redes sociais. No Brasil, o Instagram atinge 90% dos internautas, ampliando o alcance de qualquer foto de prato.

Impacto atual

Especialistas apontam que a popularidade das redes impulsiona o marketing de influência, transformando cliques em comportamento de consumo. A prática de comer bem pode virar conteúdo para milhares de pessoas.

Relatos apontam que, em alguns restaurantes, o ato de fotografar se tornou parte da experiência física. Pesquisas associam a presença de streams visuais à construção de hábitos de consumo e de pertencimento social.

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