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Noruega critica ‘enshittification’ e defende outra internet

Campanha internacional insta governos a enfrentar a “enxittificação” de produtos digitais, pressionando por maior competição e maior poder de escolha dos consumidores

The video features a man whose job is to make everyday items gradually worse – until he discovers he can do so online.
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  • O Conselho de Consumo da Noruega lançou um vídeo absurdo sobre a “enshittificação” para alertar policymakers e usuários sobre a deterioração deliberada de serviços digitais.
  • A campanha global, apoiada por mais de setenta grupos, envolve apelos a 14 países para agir contra esse processo, defendendo competição e escolha de serviços.
  • No âmbito da Noruega, mais de vinte organizações pressionaram autoridades, com cartas também dirigidas à União Europeia e, nos EUA, a várias autoridades.
  • As cartas pedem mais poder aos consumidores para controlar, reparar e mudar de serviços, além de endurecer a aplicação de leis existentes e incentivar a competição por meio de compras públicas.
  • O objetivo é mostrar que outra internet é possível, com competição real e mais opções para o consumidor, e fomentar ações políticas para evitar a enshittification.

O Conselho Norueguês de Consumo lança vídeo satírico para combater a enshittification, degradação gradual de serviços digitais. A peça, criada pela instituição, usa humor para alertar sobre perdas de qualidade em produtos e plataformas.

No filme, um personagem descrito como enshittificator afirma, de forma irônica, que o objetivo é tornar objetos e serviços piores. A produção visa mostrar que esse desgaste não precisa ocorrer, especialmente no ambiente digital.

A campanha global Breaking Free reúne mais de 70 grupos e indivíduos na Europa e nos EUA. Em 14 países, articulam ações para conter práticas que supostamente reduzem o funcionamento das plataformas.

Em Noruega, mais de 20 organizações encaminharam pedidos aos governantes para agir. Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e outros países também receberam apoio de conselhos de consumo e entidades civis.

As cartas solicitam maior poder aos consumidores para controlar, reparar e trocar serviços, além de facilitar a transição entre plataformas. Também pedem maior aplicação de leis de proteção de dados.

A campanha recomenda reforçar a fiscalização de normas existentes e incentivar competição no mercado digital. Isso incluiria processos de contratação pública que favoreçam alternativas às grandes empresas de tecnologia.

O Conselho destaca que a competição real pode impedir a prática de enshittification, permitindo que os usuários escolham serviços com mais qualidade. A mensagem é de otimismo quanto a mudanças possíveis.

Segundo o órgão, o interesse público tem ganhado apoio ao redor do mundo, com milhões de visualizações e milhares de comentários na divulgação do vídeo. O relatório de 80 páginas da campanha oferece análise sobre a tema.

A ação internacional do Conselho Norueguês de Consumo é apresentada como um movimento coletivo para pressionar políticas públicas. A ideia central é manter plataformas e dispositivos funcionando com qualidade sem sacrificar o usuário.

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