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Compra de supercomputador para plano de IA estatal é adiada por infraestrutura

PBIA atrasa compra de supercomputador por infraestrutura inadequada; nova previsão é fim de março ou começo de abril, com instalação em data center da Telebras em Brasília

Novo supercomputador será alternativa mais potente ao Santos Dumont, em uso atualmente no país. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
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  • O governo adiou a compra do supercomputador do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA); edital previsto para março ou abril de 2025.
  • O custo do equipamento fica em torno de R$ 1,8 bilhão, dentro de um pacote de cerca de R$ 23 bilhões em investimentos até 2028.
  • A instalação depende de infraestrutura robusta; o LNCC, em Petrópolis, foi descartado por alto consumo de energia, e a alternativa é um data center da Telebras em Brasília.
  • Hoje, o supercomputador científico mais potente no Brasil é o Santos Dumont, no LNCC, utilizado por universidades e centros de pesquisa.
  • O PBIA prevê uma infraestrutura nacional para processamento de dados sensíveis e uma nuvem governamental, com possível redução de contratos de nuvem entre 20% e 80%.

O governo federal adiou a compra do supercomputador que será a base do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). A licitação, que tinha previsão de edital em outubro de 2025, passou para o fim de março ou início de abril, por questões de infraestrutura e definição do local de instalação.

O PBIA é conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e é visto como a peça central do plano nacional para ampliar a capacidade tecnológica do país. O equipamento deve custar cerca de R$ 1,8 bilhão, dentro de um pacote total de aproximadamente R$ 23 bilhões até 2028.

As razões do atraso passam pela necessidade de um prédio com capacidade de carga elevada por centímetro quadrado. A primeira opção, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), foi descartada devido ao alto custo de energia e às limitações da rede elétrica.

A principal alternativa hoje estudada é instalar o equipamento em um data center da Telebras, em Brasília. O local escolhido fica em terreno pertencente à União e oferece infraestrutura elétrica mais robusta, atendendo aos requisitos do equipamento.

Hoje, o principal supercomputador científico em funcionamento no Brasil é o Santos Dumont, instalado no LNCC. Ele é utilizado por universidades e centros de pesquisa para simulações em climatologia, energia e biologia.

Com a nova estrutura prevista no PBIA, o governo espera ampliar significativamente a capacidade de processamento. Treinamento de modelos de IA, que hoje pode demorar dias, tende a reduzir o tempo de forma expressiva.

O plano também prevê uma infraestrutura nacional para processamento de dados sensíveis do Estado, com uma nuvem governamental para armazenar informações de órgãos estratégicos, como SUS e Petrobras.

Sem capacidade própria, o Brasil fica sujeito à dependência de plataformas externas. A tentativa é reduzir essa dependência investindo em infraestrutura própria de computação e armazenamento.

Há expectativa de reduzir contratos com a nuvem entre 20% e 80% com a adoção da infraestrutura nacional. A projeção depende de avanços na definição de local, infraestrutura e prazos.

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