- O governo adiou a compra do supercomputador do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA); edital previsto para março ou abril de 2025.
- O custo do equipamento fica em torno de R$ 1,8 bilhão, dentro de um pacote de cerca de R$ 23 bilhões em investimentos até 2028.
- A instalação depende de infraestrutura robusta; o LNCC, em Petrópolis, foi descartado por alto consumo de energia, e a alternativa é um data center da Telebras em Brasília.
- Hoje, o supercomputador científico mais potente no Brasil é o Santos Dumont, no LNCC, utilizado por universidades e centros de pesquisa.
- O PBIA prevê uma infraestrutura nacional para processamento de dados sensíveis e uma nuvem governamental, com possível redução de contratos de nuvem entre 20% e 80%.
O governo federal adiou a compra do supercomputador que será a base do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). A licitação, que tinha previsão de edital em outubro de 2025, passou para o fim de março ou início de abril, por questões de infraestrutura e definição do local de instalação.
O PBIA é conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e é visto como a peça central do plano nacional para ampliar a capacidade tecnológica do país. O equipamento deve custar cerca de R$ 1,8 bilhão, dentro de um pacote total de aproximadamente R$ 23 bilhões até 2028.
As razões do atraso passam pela necessidade de um prédio com capacidade de carga elevada por centímetro quadrado. A primeira opção, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), foi descartada devido ao alto custo de energia e às limitações da rede elétrica.
A principal alternativa hoje estudada é instalar o equipamento em um data center da Telebras, em Brasília. O local escolhido fica em terreno pertencente à União e oferece infraestrutura elétrica mais robusta, atendendo aos requisitos do equipamento.
Hoje, o principal supercomputador científico em funcionamento no Brasil é o Santos Dumont, instalado no LNCC. Ele é utilizado por universidades e centros de pesquisa para simulações em climatologia, energia e biologia.
Com a nova estrutura prevista no PBIA, o governo espera ampliar significativamente a capacidade de processamento. Treinamento de modelos de IA, que hoje pode demorar dias, tende a reduzir o tempo de forma expressiva.
O plano também prevê uma infraestrutura nacional para processamento de dados sensíveis do Estado, com uma nuvem governamental para armazenar informações de órgãos estratégicos, como SUS e Petrobras.
Sem capacidade própria, o Brasil fica sujeito à dependência de plataformas externas. A tentativa é reduzir essa dependência investindo em infraestrutura própria de computação e armazenamento.
Há expectativa de reduzir contratos com a nuvem entre 20% e 80% com a adoção da infraestrutura nacional. A projeção depende de avanços na definição de local, infraestrutura e prazos.
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