- A energia geotérmica responde por menos de 1% da eletricidade global, mas avanços tecnológicos e investimentos privados estimulam seu desenvolvimento, com países buscando ampliar seu uso.
- A próxima geração de geotérmia mira rochas com temperaturas de 100 °C a mais de 400 °C, deep rock a várias quilômetros de profundidade, combinando calor abundante com fluido circulante para gerar energia.
- O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) lidera inovações, como a perfuração por micro-ondas (millimeter-wave) desenvolvida pela Plasma Science and Fusion Center, hoje em processo de comercialização pela Quaise Energy.
- Locais promissores incluem Islândia e Nevada (nos Estados Unidos), onde a superfície é mais quente e mais próxima do calor profundo; ainda assim, é preciso perfurar além de quatro quilômetros em rocha cristalina, o que é um grande desafio.
- Legislação bipartidária nos Estados Unidos busca promover pesquisa e desenvolvimento de geotermia superquente; o MIT realizou Simpósio de Primavera e eventos conjuntos com a CATF para discutir tecnologias, políticas e investimentos.
Geotermia de próxima geração ganha impulso nos EUA e em MIT, com foco em rochas mais quentes a profundidades de vários quilômetros. O objetivo é gerar eletricidade em escala a partir de fontes subterrâneas cada vez mais quentes, usando tecnologias avançadas.
Nos EUA, representantes do Congresso apresentaram leis bipartidárias para incentivar pesquisa e teste de geotermia superquente, um tipo de energia que utiliza rocha quente e água ou fluidos de trabalho. O movimento visa acelerar desenvolvimento, financiamento e regulamentação.
No MIT, pesquisadores lideram iniciativas de energia geotérmica desde a divulgação do relatório seminal de 2006. A instituição investiga métodos como a perfuração por micro-ondas, potencialmente mais rápida que a perfuração convencional, para rochas profundas.
A tecnologia de micro-ondas está sendo desenvolvida pela Plasma Science and Fusion Center (PSFC) e está sendo levada ao mercado pela Quaise Energy, empresa criada a partir de pesquisa MIT. Um laboratório dedicado será usado para testar rochas cristalinas sob condições reais.
Além disso, o MIT abriga programas de inovação via MITEI e Proto Ventures. Inovações incluem sensores de microfissuras, ligas metálicas resistentes a fluidos de alta temperatura e revestimentos anti-fouling para tubulações, todas voltadas a viabilizar geotermia de alta temperatura.
No MIT, o encontro Spring Symposium reuniu empresas associadas a MITEI para discutir geração de energia firme com geotermia de nova geração. Painéis trataram de perfuração avançada, geração de energia e armazenamento, com participação de especialistas e startups.
Desafios técnicos e caminhos tecnológicos
Perfuração em rochas profundas continua sendo o gargalo de custos e tempo. Técnicas geofísicas, como resistividade elétrica e magnetotelurica, ajudam a mapear zonas quentes, mas o investimento em poços exploratórios pode chegar a milhões de dólares sem garantia de retorno.
A geotermia superhot, operando próximo a 400 C, apresenta desafios como corrosão de metais e deposition de sais. Cientistas estudam substituição de água por dióxido de carbono supercrítico como fluido de trabalho para reduzir problemas operacionais.
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