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Um dos especialistas da Grammarly processa a empresa por IA de roubo de identidade

Jornalista Julia Angwin move ação coletiva contra Grammarly por uso de sua identidade na ferramenta de sugestões 'Expert Review'; empresa desativa o recurso

Journalist Julia Angwin is one of the writers whose likeness was used in Grammarly’s “expert review” feature.
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  • A jornalista Julia Angwin entrou com ação coletiva alegando que o Grammarly usou sua identidade sem permissão no recurso de edição por IA “Expert Review”, violando direitos de privacidade e publicidade.
  • O recurso utiliza identidades de pessoas reais, incluindo Angwin e Casey Newton, conforme reportagem do The Verge.
  • Além de Angwin, outros profissionais vinculados ao The Verge e membros da redação aparecem nos exemplos de sugestões geradas pela IA.
  • A empresa Superhuman interrompeu o funcionamento do recurso após ter lançado a opção de opt-out para editores e acadêmicos.
  • O CEO Shishir Mehrotra pediu desculpas, reconheceu falhas na abordagem e disse que a Grammarly reavaliará a ferramenta.

O jornalismo acompanha o caso envolvendo Grammarly e a utilização de identidades reais em sua ferramenta de edição assistida por IA. Ação coletiva foi apresentada pela jornalista Julia Angwin, que alega violação de privacidade e de direitos de publicidade ao usar sua imagem sem consentimento para sugestões de edição. A queixa descreve a prática como uso comercial não autorizado.

Conforme documentos públicos, Angwin acusa a empresa Superhuman Platform, responsável pelo Grammarly, de empregar a identidade de profissionais para enriquecer as sugestões da ferramenta “Expert Review”. A ação lista casos de outros envolvidos, incluindo Casey Newton, e aponta que também há deleções de dados de colaboradores da redação da Verge que constaram entre os usos da IA.

A denúncia foi registrada na última quarta-feira, segundo o texto da queixa, e cita a prática como violação de leis estaduais e federais sobre uso de identidade para fins comerciais sem consentimento. A queixa afirma ainda que os nomes foram expostos de forma a sugerir autorização ou associação com conteúdo editorial.

A Superhuman confirmou que a função de IA “expert review” foi desabilitada na última quarta-feira, após a de lançamento inicial de um recurso que permitia aos usuários solicitar remoção (opt-out). A empresa informou que o objetivo era conectar usuários a perspectivas acadêmicas e especialistas relevantes.

O CEO Shishir Mehrotra reconheceu falhas no projeto ao comentar a operação. Em nota, ele disse que a função visava facilitar o acesso a insights de especialistas e promover engajamento entre autores e fãs, mas admitiu erros na implementação. A empresa afirmou que revisará a abordagem.

A reportagem da The Verge e outras fontes de investigação destacaram que várias pessoas ligadas à redação da mídia foram associadas às sugestões geradas pela IA, o que intensificou o escrutínio sobre consentimento e uso de dados pessoais. A Grammarly não divulgou detalhes sobre os mecanismos de consentimento ou exclusões de identidades.

O caso permanece sob análise legal, com a defesa de Angwin buscando reparação e possíveis indenizações por danos. Não houve confirmação de decisões judiciais até o momento. As informações sobre o andamento do processo serão acompanhadas pelas defesas e pelas partes envolvidas.

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