- O YouTube ampliará, a partir desta semana, a detecção de likeness (semelhança facial) para políticos e jornalistas, em piloto com um grupo seleto.
- A ferramenta já existe para milhões de criadores; agora passará a monitorar deepfakes gerados por IA de pessoas públicas.
- Para participar, é preciso enviar um vídeo próprio e um documento de identidade governamental; os dados são usados apenas para a detecção de semelhança.
- Quando houver correspondência, o indivíduo pode solicitar a remoção do conteúdo, mas nem todas as solicitações serão atendidas, conforme a política de privacidade da plataforma.
- A plataforma ressalta que conteúdos de paródia e crítica política podem permanecer no ar e que o volume de remoções costuma ser baixo entre criadores.
A YouTube ampliou a detecção de IA de semelhança para políticos e jornalistas. A ferramenta avisa quando há conteúdo com aparência de a própria pessoa na plataforma, permitindo solicitar a remoção.
A expansão ocorre a partir de hoje, em piloto com um grupo de jornalistas, agentes públicos e candidatos, cuja composição não foi divulgada pela empresa. O objetivo é testar a eficácia do sistema com usuários reais.
O sistema funciona como um Content ID, mas procura rostos de pessoas em vez de material protegido por direitos autorais. Quando houver correspondência, o usuário pode pedir a remoção, sujeita a aprovações condicionais.
A empresa afirma que a remoção depende das políticas de privacidade e de exceções para paródia, sátira e crítica política, que podem manter o conteúdo no ar.
A gerente de políticas públicas da YouTube ressalta que a plataforma valoriza a expressão, incluindo críticas políticas, e avalia cada pedido para não prejudicar o debate cívico.
Para participar, é preciso apresentar um vídeo de apresentação e um documento de identificação emitido pelo governo. Esses dados serão usados apenas para a detecção de semelhança e podem ser removidos mediante solicitação.
O vice-presidente de produtos para criadores, Ampad Hanif, informou que, até o momento, a quantidade de pedidos de remoção tem sido baixa, com muitos casos sendo considerados benignos ou complementares aos negócios dos criadores.
Ele também sinalizou a possibilidade de monetização futura de deepfakes gerados por IA, caso haja demanda da indústria, mantendo o foco na viabilidade econômica e na regulação do uso da tecnologia.
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