- O Ministério da Justiça encaminhou um ofício ao TikTok para obter informações sobre conteúdos misóginos associados à trend “caso ela diga não”.
- O objetivo é esclarecer alcance, impacto das publicações e as medidas da plataforma para evitar a circulação de posts violentos contra mulheres.
- Em vídeos, jovens simulavam chutes, socos e facadas contra manequins que representavam mulheres, em situações de supostas negativas de relacionamento.
- A Polícia Federal abriu um inquérito sobre o caso, atendendo a pedido da Advocacia-Geral da União.
- A PF pediu à plataforma a retirada dos conteúdos, mas recomendou a preservação dos dados para a apuração.
O Ministério da Justiça encaminhou um ofício ao TikTok solicitando informações sobre conteúdos misóginos na plataforma, vinculados à trend “caso ela diga não”. O objetivo é entender alcance, impacto e as medidas da empresa para impedir a circulação de posts violentos contra mulheres.
Segundo a pasta, os vídeos mostram jovens simulando chutes, socos e facadas contra manequins femininos, em resposta a negativas de relacionamento, beijo ou casamento. As imagens circularam na rede social e geraram preocupação.
O pedido do governo busca esclarecer como o TikTok monitora esse tipo de conteúdo e quais ações preventivas são adotadas para reduzir danos às pessoas. A gestão federal ressalta o cumprimento de regras de segurança digital.
Na manhã da segunda-feira, a Polícia Federal informou a abertura de um inquérito sobre o caso, atendendo a um pedido da Advocacia-Geral da União. A PF requisitou à plataforma a retirada dos conteúdos do ar.
A PF também recomendou a preservação de dados relevantes à apuração. O objetivo é garantir evidências para a investigação e evitar a destruição de informações que possam colaborar com o inquérito.
Avanço da investigação
Aguarda-se a continuidade do andamento legal, com oitiva de testemunhas e coleta de provas digitais. As autoridades não divulgaram prazos, nem estimativas de atualizações públicas sobre o caso.
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