- O novo chefe de infraestrutura de IA do Google diz que os gastos com data centers podem chegar a níveis significativos, com a empresa anunciando até US$ 185 bilhões em CapEx relacionadas à IA neste ano.
- Se essa taxa se mantiver por oito a dez anos, o Google poderia gastar entre US$ 1,5 trilhão (em oito anos) e US$ 1,9 trilhão (em dez anos), segundo Amin Vahdat, Ciência-chefe de infraestrutura de IA da empresa.
- O Google tem receita muito maior que a OpenAI: a Alphabet faturou US$ 113 bilhões no último trimestre e passou de US$ 400 bilhões na receita anual; a OpenAI gerou em torno de US$ 13 bilhões no ano anterior.
- A demanda por processamento em nuvem, especialmente TPUs, tem sido elevada, com o Google indo além do uso interno e vendendo acesso via cloud desde 2018; contratos com Anthropic já foram fechados e negociações com a Meta estão em curso.
- O foco da expansão é garantir energia suficiente e tornar os data centers mais modulares e repetíveis, para acelerar a construção global e manter a posição de liderança na corrida da IA.
Em teleconferência de resultados realizada no mês passado, o Google atualizou sua aposta na IA. O CEO Sundar Pichai confirmou que a empresa pode gastar até 185 bilhões de dólares em CapEx relacionado à IA neste ano. A conclusão é de que os investimentos com data centers devem seguir em patamar elevado nos próximos anos.
O recém nomeado Tecnólogo-Chefe de Infraestrutura de IA, Amin Vahdat, disse à Forbes que o aporte pode se tornar um investimento significativo ao longo de uma década. Segundo ele, com 185 bilhões de dólares por ano, o total pode chegar a 1,5 trilhão em oito anos e a 1,9 trilhão em dez anos. Não obstante, Vahdat ressalta que não é uma promessa, mas a visão de longo prazo da empresa.
Montante, ritmo e comparação com rivais
A expansão não envolve apenas gasto imediato, mas planejamento para garantir energia e capacidade. Dados de 2026 indicam que a Alphabet, controladora do Google, registrou receita expressiva no último trimestre e no ano, superando 400 bilhões de dólares em vendas. Em contraste, a OpenAI teve receita estimada em cerca de 13 bilhões de dólares no último exercício, ainda bem abaixo do Google. Experts apontam que a demanda por processamento tem impulsionado valores no setor e ajudado empresas como Nvidia a atingir patamares astronômicos de valor de mercado.
Energia, contratos e operação
Parte dos investimentos visa assegurar energia estável para novas unidades. Recentemente, o Google firmou acordos com AES e Xcel para suprir seus data centers com fornecimento elétrico, refletindo a necessidade de infraestrutura energética robusta. Antes, as TPUs do Google atendiam exclusivamente à própria operação, mas hoje também são disponibilizadas por meio de nuvem para clientes externos. A empresa negocia com outras companhias, mantendo acordo com a Anthropic para uso de suas tecnologias.
Desenho de futuras unidades e impactos
Cenários de longo prazo indicam evolução para designs modulares e replicáveis globalmente, reduzindo tempo entre projetos. O objetivo é manter o Google competitivo na corrida pela IA nos próximos anos. Especialistas destacam que as cifras refletem uma aposta ambiciosa, sem confirmar promessas de gasto futuro, mas apontam para uma era de infraestrutura massiva de IA em escala global.
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