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Fabricantes de celulares enfrentam aperto com a escassez de RAM

Crise de RAM atinge fabricantes de celulares, elevando custos e sinalizando aumentos de preço; marcas buscam volumes maiores para manter margens

Xiaomi kept prices steady with the 17 and 17 Ultra, but it’s not clear how long that will last.
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  • A crise de RAM está elevando custos e pode levar a aumentos de preços em smartphones, conforme relatos de fabricantes de diferentes portes.
  • A Xiaomi sinaliza ampliar volumes, especialmente nos segmentos médios e de entrada, para tentar reduzir custos, mantendo o foco em lançamentos de topo.
  • Não há ideia de cortar specs de flagships; a empresa pretende continuar buscando o que há de mais recente, inclusive com a chegada dos smartphones Xiaomi 17 e 17 Ultra na Europa.
  • Fornecedores tratam a RAM como mercadoria volátil: a Foxconn, parceira da Light, pode definir o preço no dia do envio e a fabricante pode recusar o pedido, migração para outra empresa ser a opção.
  • A indústria, em geral, enfrenta o problema: a TCL afirma que ninguém fica imune, e que todos precisam lidar com o desafio, mesmo com previsões sombrias para o mercado de smartphones.

A crise de RAM atinge fabricantes de smartphones de todos os portes. Durante a MWC, executivos disseram que a escassez está pressionando custos e pode elevar preços onde ainda não houve subida.

Para a Xiaomi, o volume é uma alavanca. O porta-voz Angus Ng afirmou que a empresa pode aumentar volumes no segmento médio e de entrada para reduzir custos, mas não pretende reduzir especificações dos modelos de linha principal. Lançamentos da Xiaomi nesta semana na Europa seguem parâmetros de preço similares aos do ano anterior.

A situação envolve também fornecedores e fabricantes internacionais. O CEO da Light, Kaiwei Tang, descreve a compra de memória como negociação com preço incerto até o dia da entrega, com alternativas apenas quando o pedido é recusado. A Foxconn atua como fornecedora para a Light, mantendo a dinâmica de barganha no setor.

A reportagem ouviu ainda a TCL, que afirma que a pressão é geral e não há exceção entre as empresas. O chief marketing officer da empresa para a Europa, Stefan Streit, disse que a indústria precisa enfrentar esse desafio mesmo diante de previsões negativas para o mercado globale de smartphones.

Em meio a perspectivas pessimistas, as empresas sinalizam responsabilidade na gestão dos estoques e continuidade de estratégias. A narrativa comum é de adaptação em cadeia, buscando manter produtos atualizados sem abrir mão da oferta aos consumidores.

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