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Chefe da Rolls-Royce admite Alemanha no projeto britânico de jatos de caça

CEO da Rolls-Royce afirma que Alemanha pode aderir ao GCAP, decisão cabe ao governo e ampliaria demanda

The new aircraft is designed to replace the Eurofighter Typhoon (pictured).
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  • O CEO da Rolls-Royce afirmou estar “definitivamente aberto” à participação da Alemanha no Global Combat Air Programme (GCAP), mas a decisão cabe ao governo.
  • A Rolls-Royce já tem presença na Alemanha, com posição significativa na fábrica de Dahlewitz, próxima a Berlim, e atua também no setor de motores de aviação civil ali.
  • Segundo Tufan Erginbilgiç, mais países no GCAP podem aumentar a base de compradores, fortalecendo o programa e as exportações.
  • O GCAP envolve Reino Unido, Itália e Japão, e a ideia de novos parceiros surge em meio a atritos entre França e Alemanha no FCAS, projeto concorrente.
  • O programa busca entrar em serviço até 2035; o governo britânico diz estar aberto a novos parceiros, mantendo o cronograma sob revisão.

Rolls-Royce avalia a participação da Alemanha no programa GCAP, o projeto de caça de próxima geração do Reino Unido. O CEO Tufan Erginbilgiç afirmou que a adesão alemã seria possível, embora a decisão dependa do governo.

Erginbilgiç explicou que a empresa já opera com a Alemanha, possuindo uma posição relevante na fábrica de Dahlewitz, próximo a Berlim, onde atua no setor de aeronaves civis. Segundo ele, a adesão extra de países traria benefícios ao programa.

A afirmação ocorre em meio a tensões no FCAS, o sistema franco-alemão, que enfrenta desacordos entre Dassault e a divisão de defesa da Airbus. O GCAP, também conhecido como Tempest, envolve Reino Unido, Itália e Japão.

O objetivo do programa GCAP é substituir o Eurofighter Typhoon. A Rolls-Royce desenvolve o motor do novo avião, cuja produção depende de cooperação internacional e de decisões governamentais sobre participação de novos parceiros.

Autoridades britânicas já sinalizam abertura a novos parceiros, mas especialistas apontam que isso pode atrasar o progresso do projeto, cuja entrada em serviço está prevista para 2035. O cronograma depende de contratos trilaterais e de um plano de gastos de defesa.

Tufan Erginbilgiç ressaltou que o aumento de produção e investimentos em defesa também impulsionaria a atividade econômica, incluindo exportações. Hoje, a Rolls-Royce já afirma exportar aeronaves da família Eurofighter, enfatizando o papel da capacidade industrial.

Um porta-voz do governo do Reino Unido afirmou que, junto de Japão e Itália, o país segue aberto a novos parceiros no GCAP, mantendo o cronograma do programa e as capacidades futuras.

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