- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos provocou com a frase “Low cortisol. Locked in. Lethalitymaxxing” em publicação que ganhou viralidade, com mais de 24 milhões de visualizações desde 6 de fevereiro.
- A reportagem mostra como a linguagem de incels e looksmaxxers migrou para o mainstream, sendo usada até em manchetes de veículos importantes e em contas oficiais.
- Clavicular, influenciador também conhecido como Braden Peters, tornou-se símbolo dessa comunidade, cuja prática envolve buscar otimizar a aparência e compartilhar conteúdos com alto potencial de engajamento.
- A ascensão dessas gírias vem de comunidades de internet como 4chan, associadas a misoginia, com a linguagem sendo usada para demonstrar “prova de pertencimento” dentro do grupo.
- Especialistas destacam que o vocabulário se espalha pela cultura digital e pode tornar difícil a compreensão de termos para quem não participa desses grupos, além de refletir um julgamento extremo sobre aparência e valor sexual.
O Departamento de Defesa dos EUA divulgou nas redes uma mensagem que usa o termo lethalitymaxxing para descrever capacidades de combate. A postagem gerou repercussão por associar agressividade militar a uma linguagem de nichos da internet. A discussão começou a ganhar força após um tweet viral em fevereiro de 2026.
Braden Peters, conhecido como Clavicular, tornou-se polo dessa pauta. Ele é figura de uma corrente de looksmaxxers, que valoriza a estética e chegam a divulgar práticas extremas para aprimoramento físico. A popularidade do influencer ajudou a levar vocabulários de comunidades misóginas para o imaginário público.
A onda de termos como looksmaxxing ganhou espaço também em veículos de grande circulação e em instâncias oficiais. Observadores destacam que a linguagem incel se infiltrou por meio de plataformas, algoritmos e discursos de uma parcela de usuários ativos desde a década passada. A discussão pública inclui analyses sobre impacto cultural, linguístico e político.
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