- Mark Karpelès, ex-CEO da Mt. Gox, propõe um hard fork do Bitcoin para recuperar 79.956 BTC, avaliados em cerca de US$ 5,2 bilhões, ligados ao hack histórico da exchange.
- O plano permitiria que as moedas fossem movimentadas sem a chave privada original, direcionando-as para um endereço de recuperação e, assim, possivelmente pagar credores.
- A proposta, publicada no GitHub, envolve uma mudança nas regras de consenso e exigiria que operadores de nós atualizassem o software antes de um bloco de ativação.
- A ideia gerou forte oposição por colocar em risco a imutabilidade do Bitcoin, com críticas de que alterações desse tipo abririam precedentes para hacks no futuro.
- O caso de recuperação da Mt. Gox é visto como único pela defesa da proposta, mas o síndico da falência e parte da comunidade ainda não apoiam, citando incerteza sobre o respaldo da comunidade.
Mark Karpelès, ex-CEO da Mt. Gox, apresentou uma proposta de hard fork para recuperar 79.956 BTC, avaliados em cerca de US$ 5,2 bilhões, ligados ao histórico hack da exchange. O texto, divulgado em GitHub, sugere alterar regras de consenso para movimentar as moedas sem a chave privada original.
A proposta reconhece que a mudança exigiria uma atualização forçada da rede e o uptake de nós. O documento aponta que, se os recursos forem recuperados, o atual processo de falência poderia redistribuí-los aos credores já contemplados.
Karpelès afirma que o caso é único, citando concordância parcial das autoridades e de parte da comunidade sobre a origem dos fundos. A Mt. Gox chegou a processar cerca de 70% do volume de negócios de Bitcoin entre 2010 e 2014, antes da falência em Tóquio.
Proposta e recepção
A ideia gerou críticas por desafiar a imutabilidade do Bitcoin, com usuários alertando que mudanças desse tipo poderiam abrir precedentes perigosos para hacks futuros. Outros destacam a separação entre decisões legais e técnicas da rede.
A pauta também dialoga com o cenário de credores: Nobuaki Kobayashi, o administrador da falência, não atua por falta de consenso da comunidade, segundo Karpelès. A recuperação, se realizada, poderia destinar recursos a credores já atendidos.
Contexto histórico de Mt. Gox
A Mt. Gox, que chegou a processar grande parte do volume do Bitcoin, faliu após o assalto de 2014, resultando na perda de centenas de milhares de BTC. A crise permanece entre os maiores casos de falência no universo cripto e continua a ser objeto de debates legais e técnicos.
A notícia também menciona planos de aquisição de BTC relacionados a outras frentes. Em maio do ano passado, a Strive informou intenção de adquirir cerca de 75 mil BTC de créditos ligados ao processo de falência da Mt. Gox, apontando uma estratégia de compra a preço reduzido.
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