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Feminista espanhola vítima de fakes de IA pede maior regulamentação online

Ativista espanhola pede regulação mais rígida da internet, com identidades rastreáveis, responsabilização de executivos e ban de menores para enfrentar violência digital

Spanish influencer Carla Galeote poses for a photo, in Madrid, Spain, February 26, 2026. Galeote, who suffered online abuse including AI-generated fake nude images, says the Spanish government vows to regulate social media came late and should enforce the traceability of anonymous accounts to end impunity for crime.
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  • Carla Galeote, advogada de 25 anos e comentarista feminista online, sofreu abusos digitais, incluindo imagens falsas geradas por IA em nudez.
  • Ela afirma que a promessa do governo de regulamentar as redes sociais não vai longe o suficiente, defendendo responsabilização de executivos de plataformas e proibição de menores de 16 anos.
  • Galeote destaca que a violência digital é brutal e constante, e que nem sempre houve crime reconhecido em casos envolvendo deepfakes.
  • A ativista sustenta que regulamentação e liberdade de expressão podem coexistir, criticando a ideia de proibir crianças de usar redes, alegando que todos precisam de proteção.
  • Ela defende identidades rastreáveis por trás de contas pseudônimas, mantendo que é aceitável usar apelidos, desde que haja uma identidade real por trás.

A ativista espanhola pelos direitos das mulheres, Carla Galeote, de 25 anos, foi alvo de abusos online, incluindo imagens falsas geradas por IA. Ela diz que a promessa do governo de regulamentar as redes não é suficiente e defende que contas anônimas devem ter identidade rastreável para impedir a impunidade na violência digital.

Em Madrid, este movimento acontece num contexto de debate europeu sobre responsabilização de grandes plataformas norte-americanas. O governo espanhol cogita impor restrições mais duras, como a vedação de acesso de menores de 16 anos e responsabilização criminal de executivos das plataformas que não removam conteúdos ilegais ou de ódio.

Galeote explica que a violência online é contínua e brutal, mesmo antes da IA. Ela relata ter buscado a polícia e recebido a informação de que o caso não configurava crime, destacando falhas percebidas no sistema de proteção hoje existente.

Ao discutir soluções, a ativista rejeita a ideia de restringir o uso infantil de forma paternalista. Ela defende proteção igual para todos os usuários, independentemente da idade, como forma de enfrentar abusos digitais persistentes.

Para ela, medidas que vão além de multas, como a proibição de plataformas em grandes mercados, incluindo a União Europeia, podem trazer maior efeito dissuasório diante de violações repetidas de conteúdo ilegal.

Galeote também destaca a importância de identidades por trás de contas, mantendo a possibilidade de pseudônimos, desde que haja uma identificação real por trás do perfil. Ela argumenta que a responsabilização é crucial para reduzir a violência impulsionada por perfis anônimos.

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