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Como se adaptar na era da guerra de algoritmos

Tecnologia comercial alimenta guerra de algoritmos: drones baratos desafiam defesas, aceleram inovação e ampliam riscos de cadeia de suprimentos

A Ukrainian soldier flies a drone in Ukraine on Jan. 7. Viacheslav Madiievskyi/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images
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  • Tecnologias comerciais tornaram mais fácil e barato realizar ataques de precisão, mudando o equilíbrio entre atacante e defesa.
  • Drones comerciais, satélites privados e redes de comunicação participam de operações militares, tornando tribunais mais acessíveis para conflitos modernos.
  • O conceito de “swarming” (feras de drones coordenados) amplia a capacidade de atacar alvos de alto valor com custos relativamente baixos.
  • Os EUA buscam “domínio de drones” e investimentos em contramedidas, incluindo lasers e interceptores de baixo custo, para acompanhar a velocidade da ameaça.
  • A governança e o controle da cadeia de suprimentos precisam evoluir, com rastreamento por IA e identidades digitais para mitigar riscos de componentes counterfeit e uso indevido de tecnologias dual-use.

A tecnologia comercial está alterando o ciclo tradicional de aquisição militar. Hoje, armas de baixo custo e fácil acesso podem causar danos relevantes a alvos de alto valor, mudando o equilíbrio entre ataque e defesa.

Drones, satélites comerciais e rádios populares já permitem ataques de precisão com recursos amplamente disponíveis. Soldados usam controladores simples para guiar drones de centenas de dólares contra alvos que custam milhões.

Essa transformação amplia o conceito de guerra: guerras de enxame, em que muitos equipamentos descartáveis pressionam defesas sofisticadas. Defesas caras enfrentam custos crescentes para cada migração de ameaça.

Drones comerciais já derrubaram veículos de alto valor, enquanto navios russos confrontados por drones ucranianos mostraram a redução de custos na ofensiva. Em resposta, EUA e aliados empregaram mísseis caros para defender ações com menor custo unitário de ataque.

Os combates também revelam a velocidade da inovação: sensores distribuídos e sistemas 3D de produção permitem adaptar táticas com rapidez. A velocidade do ciclo OODA passa a determinar vantagens táticas, favorecendo redes amplas de sensores e shooters baratos.

A adoção de tecnologia comercial afeta políticas de defesa. Países estudam lasers e armas de micro-ondas para contramedidas, como o Iron Beam de Israel, além de interceptores de baixo custo para acompanhar o ritmo das ameaças.

Estratégias e governança

Governança de cadeias de suprimento ganha papel central. Inteligência artificial, auditorias de cadeia e rastreamento de componentes dual-use ajudam a detectar irregularidades, reduzindo riscos de itens falsificados no hardware militar.

A evolução tecnológica impõe novo modelo de exportação e controle de tecnologia. Passam a valer abordagens baseadas em IA para monitorar fluxos globais de componentes sensíveis, indo além de fronteiras geográficas tradicionais.

Desafios para o futuro

A defesa precisa de designs modulares e software-first, com peças intercambiáveis para reagir rapidamente a novos formatos de ameaça. A adaptação rápida de algoritmos e assinaturas é essencial para manter a vantagem.

No cenário atual, o progresso tecnológico exige cooperação entre setores público e privado. A responsabilidade é compartilhada para mitigar riscos de proliferação, sem frear a inovação tecnológica.

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