- A WiseTech anunciou queda de cerca de 30% da sua força de trabalho em dois anos, equivalente a 2.000 cargos, entre um total de aproximadamente 7.000 funcionários.
- O CEO Zubin Appoo afirma que a inteligência artificial vai impulsionar a produtividade em todas as áreas da empresa, com impactos ainda a serem determinados (entre 30%, 50% ou mais).
- Projetos que demoravam meses podem ser concluídos em dias, e a integração de operações em novos países pode ocorrer seis a sete vezes mais rápido com IA.
- Em algumas áreas, como atendimento ao cliente, até metade dos trabalhadores pode ser demitida; Appoo disse que a era do código escrito manualmente acabou.
- As ações da WiseTech chegaram a subir 11% após o anúncio; a empresa registrou lucro líquido subjacente de A$ 114,5 milhões e receita de A$ 672 milhões nos seis meses encerrados em 31 de dezembro.
Na WiseTech, a demissão de 2.000 cargos em dois anos foi anunciada pelo CEO Zubin Appoo, com foco na adoção de IA para aumentar a produtividade. A empresa planeja reduzir cerca de 30% da força de trabalho, totalizando aproximadamente 7.000 funcionários, com cortes a ocorrer neste e no próximo ano fiscal.
Appoo afirmou que todas as funções do negócio serão analisadas para mapear ganhos advindos da IA e dos grandes modelos de linguagem. Segundo ele, alguns projetos que levavam meses podem ser concluídos em dias, graças à inteligência artificial.
A ideia é que a IA permita entregar mais valor aos clientes, integrando melhor os produtos às operações logísticas. Em determinadas áreas, como atendimento ao cliente, a empresa pode reduzir significativamente o quadro.
Os planos de redução são os maiores já promovidos pela WiseTech na Austrália. O objetivo é acelerar a transformação digital e redimensionar a base de custos para sustentar a economia do desenvolvimento de software.
Apesar dos cortes, Appoo disse que funções de alto contato humano, como a atuação direta com clientes e vendas, manteriam relevância. A empresa destacou que a IA não substituirá de forma geral esse tipo de interação.
As ações da WiseTech chegaram a subir 11% nas negociações em Sydney após o anúncio. No acumulado do ano, as ações já caíam cerca de 37%, pressionadas por temores sobre IA.
Durante a teleconferência, a empresa ressaltou que a IA permitirá entregar mais valor e facilitar a integração de produtos com operações de clientes ao longo deste e do próximo exercício fiscal.
A WiseTech divulgou resultados para o período de seis meses encerrado em 31 de dezembro, com lucro líquido subjacente de A$ 114,5 milhões e receita de A$ 672 milhões, 76% acima do mesmo intervalo anterior, com cinco meses de contribuição da aquisição E2open.
O relatório aponta que, em base orgânica, as vendas avançaram 7%. A gestão sinalizou que profissionais especializados continuarão essenciais, trabalhando ao lado de equipes de IA supervisionadas por humanos.
A empresa, sediada em Sydney, atua no desenvolvimento de software para frete e logística, ajudando no planejamento, rastreamento de contêineres e processos alfandegários, entre outros.
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