- Em 20 de fevereiro, a Ucrânia disse que pode exportar vários bilhões de dólares em bens e serviços militares neste ano, após autorizar suas primeiras vendas estrangeiras durante a guerra.
- A maior parte de quarenta pedidos de exportação de produtores do setor de defesa foi aprovada pela comissão estatal, segundo Davyd Aloian, vice-secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa de Kyiv.
- Os ativos de defesa ucranianos vêm crescendo com foco em drones e mísseis, sustentando um boom tecnológico militar desenvolvido a partir da experiência no campo de batalha.
- O governo avalia a possibilidade de criar um imposto sobre exportações de defesa, para justificar recursos às necessidades militares nacionais.
- As exportações priorizarão aliados próximos a Kyiv e parceiros de cooperação, com ênfase em joint ventures e redes de suprimento, em vez de venda direta de armamentos prontos.
Na Kyiv, um alto oficial de defesa da Ucrânia afirmou que o país pode exportar dezenas de bilhões de dólares em defesa neste ano após autorizar as primeiras vendas no período de guerra. Davyd Aloian, vice-secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, divulgou o comentário à Reuters.
A comissão estatal encarregada das licenças de exportação aprovou a maioria de 40 pedidos de produtores do setor de defesa. As licenças abrangem materiais, serviços e peças para uso externo, segundo Aloian.
Aloian ressaltou que o potencial envolve produtos prontos, peças de reposição, componentes e serviços. O montante estimado é superior ao das exportações pré-guerra, mas ele destacou que as necessidades militares do país permanecem prioritárias.
Interesse e parcerias
Países aliados expressaram interesse em adquirir tecnologia de defesa ucraniana, mencionou o oficial. Entre eles estão Alemanha, Reino Unido, EUA, países nórdicos e ao menos um país árabe, sem identificar nomes específicos.
Kyiv também pretende favorecer joint ventures e cooperação externa para atrair recursos, criar cadeias de suprimento e acessar novas tecnologias. A estratégia visa equilibrar exportação com necessidades da linha de frente.
A comissão considerou ainda a possibilidade de impor um imposto sobre exportações de defesa, para justificar as receitas ao financiamento das forças armadas. Ainda não há decisão final sobre o tema.
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