- O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos busca consolidar reconhecimento facial e outras biometrias (impressões digitais, íris etc.) em um único sistema.
- O objetivo é permitir buscas entre bases de dados de várias agências, conectando CBP, ICE, TSA, USCIS, Serviço Secreto e a sede do DHS.
- O sistema unificado funcionaria como um “motor de correspondência” que processa diferentes biométricos em uma única backend, para verificação de identidade e pesquisas investigativas.
- A proposta envolve integração direta aos sensores, sistemas de cadastro e repositórios existentes, exigindo formatos compatíveis ou reprocessamento de registros.
- Há preocupações sobre privacidade, vigilância em espaços públicos e lacunas de governança, com grupos civis solicitando transparência e salvaguardas.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) planeja consolidar reconhecimentos faciais e outras biometria em um sistema único. A iniciativa visa reunir dados de várias agências, incluindo CBP, ICE, TSA, USCIS, Serviço Secreto e a própria sede do DHS, em uma plataforma comum.
O objetivo é permitir buscas cruzadas por rostos, impressões digitais, iris e outros identificadores coletados em contextos diferentes. A ideia é substituir ferramentas isoladas por um motor de comparação único que alimente operações de vigilância, detenção e remoção.
Paralelamente, o DHS avalia a integração direta com sua infraestrutura existente. Contratados deveriam conectar sensores, sistemas de cadastro e repositórios de dados para consultar informações entre componentes. A viabilidade depende de padronização de formatos e compatibilidade entre sistemas distintos.
As documentações indicam ainda a possibilidade de incorporar análise de voz, embora não haja planos detalhados. A adoção enfrentaria desafios técnicos, legais e orçamentários, já que muitos sistemas atuais operam com softwares proprietários diferentes.
Críticos apontam riscos de acentuar a vigilância pública e de violações de direitos civis. Questionamentos sobre salvaguardas, limites de uso e supervisão permanecem sem respostas oficiais. O DHS não divulgou regras de privacidade vigentes para o uso da tecnologia.
A proposta coincide com debates sobre legislação, como o ICE Out of Our Faces Act, que busca restringir o uso de biometria por agências federais. Proponentes defendem freios legais e a exclusão de dados já coletados, em busca de responsabilização e transparência.
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